Baleias de Bitcoin estão acumulando como nunca

Isso pode ser preocupante!

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Baleia de Bitcoin são os grandes detentores da moeda digital (queda e desvalorização)
Baleia de Bitcoin/Livecoins
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As baleias de Bitcoin são aqueles endereços que possuem muitas moedas guardadas. Quando um endereço chamado de baleia move seus fundos, o mercado acompanha atento.

Contudo, tem chamado atenção para o momento histórico das massas de Bitcoin no ano de 2019. De fato, em 2017 o mercado chegou ao auge de preços, sendo o dia 17/12/2017 o topo histórico em U$ 20 mil. Neste ano, as baleias alcançaram a maior acumulação de Bitcoin de todos os tempos.

São considerados endereços de baleia aqueles que possuem entre 1 mil e 1 milhão de BTCs. Quando estes vendem suas moedas, o preço do Bitcoin pode sofrer com quedas.

Aumenta a porcentagem de baleias de Bitcoin em 2019

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De acordo com a Bloomberg, o mercado de Bitcoin tem acompanhado de perto um cenário curioso. Houve nos últimos dois anos um crescimento de endereços que possuem muitos Bitcoins, principalmente após a queda de preços em 2018.

O valor, que chegou em 2019 a um novo auge histórico, mostra que o Bitcoin está repleto de endereços com muitas moedas. De fato isso é interessante, mas, ao mesmo tempo, preocupante.

Isso porque quando uma baleia, que pode possuir mais que 1 mil Bitcoins, move seus fundos, o mercado acompanha. Se a baleia vende seus fundos, o mercado perde valor de maneira brusca. Se uma baleia compra uma grande quantidade, o mercado cresce o valor das moedas digitais.

Em um recente estudo produzido na Bloomberg, as baleias atingiram o ápice em 2019. São cerca e 42% dos endereços de Bitcoin possuindo mais que mil moedas. Ou seja, um dado curioso e preocupante.

Baleias de Bitcoin que possuem entre 1 mil e 1 milhão de BTCs
Baleias de Bitcoin que possuem entre 1 mil e 1 milhão de BTCs – Imagem/Bloomberg

Venda de baleias podem afetar os preços do BTC rapidamente

Para John Griffin, Professor da Universidade do Texas, as baleias podem fazer manipulações no mercado. Griffin, que publicou uma tese sobre este tema, citou que muitas baleias é algo perigoso.

O problema de alguns grandes players que mantêm criptomoedas é que, quando vendem, podem facilmente reduzir o preço, o que torna o mercado suscetível a oscilações rápidas.

Além disso, no patamar atual, as baleias principais (1 mil maiores), controlam cerca de 34,8% de todos os Bitcoins já criados. Ou seja, uma venda em massa destes detentores poderia prejudicar o preço da moeda nas corretoras. Em 2017, as mil maiores baleias controlavam cerca de 34,4% de todas as moedas, logo um novo recorde foi estabelecido.

De acordo com Aaron Brown, escritor da Bloomberg Opinion, as baleias podem ser escritórios familiares ou até investidores de alto perfil. Entretanto, Aaron alertou que estes podem não ter tanta paciência para segurar as moedas por muito tempo caso não vejam crescimento da tecnologia. Como os endereços de Bitcoin não identificam certamente as pessoas por trás deles, é difícil avaliar o perfil dessas baleias.

Todo esse risco, contudo, possui um lado positivo. Em 2020 a emissão diária de Bitcoin irá diminuir, processo conhecido como halving. Com isso, a atual acumulação pode estar se antecipando ao cenário de maior escassez da moeda, que fará com que seja mais difícil adquirir Bitcoin no próximo ano.

Além disso, alguns acreditam que o halving possa fazer o preço do Bitcoin disparar novamente. Dessa forma, os acumuladores podem estar se preparando para ganhar com a possível valorização da moeda nos próximos meses, esperada por alguns entusiastas.

Neste sentido, as baleias poderiam estar especulando com o futuro dos preços. Para Aaron, “eles não têm um grande compromisso financeiro ou ideológico com a criptomoeda, ou com os ideais e as tecnologias por trás dela”. Por fim, resta acompanhar quais serão os movimentos das novas baleias que surgiram no mercado de Bitcoin e quais serão os impactos destas.

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Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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