Banco Central da Índia ataca criptomoedas e as compara com esquema Ponzi

Desta forma o transcrito de 12 páginas, mostra que o Banco Central da Índia ainda não entendeu o apelo do Bitcoin. Afinal nenhuma moeda fiduciária possui uma criação de novas moedas controlada pela matemática e não por governantes.

Marca do Banco Central da Índia em portão.
Marca do Banco Central da Índia em portão.

T. Rabi Sankar, vice-governador do Banco Central da Índia, realizou ataques as criptomoedas, comparando-as com esquemas Ponzi. Sua fala acontece duas semanas após a Índia propor a legalização do Bitcoin e outras criptomoedas.

Ainda sobre esta proposta de legalização, é importante notar que o governo indiano propôs um imposto de 30% sobre ganhos de capital com criptomoedas. Em comparação, ganhos no mercado tradicional pagam apenas metade, ou seja, 15%.

Portanto, esta é uma ótima maneira de encher os caixas do Estado, visto que o governo não está arriscando nada. Contudo, nem todos concordam com isso.

Banco Central da Índia acredita que criptomoedas são esquemas Ponzi

Por hora, parece que os maiores inimigos do Bitcoin e outras criptomoedas são os Bancos Centrais. Assim como aconteceu na Rússia, onde o BC pressionou um banimento das criptomoedas, o mesmo está acontecendo na Índia.

“Também vimos que as criptomoedas não são passíveis de definição como moeda, ativo ou commodity; não têm fluxos de caixa subjacentes, não têm valor intrínseco; elas são semelhantes aos Esquemas Ponzi, e podem até ser piores”

A frase acima foi dita por T. Rabi Sankar, vice-presidente do Banco Central da Índia, durante uma conferência nesta segunda-feira (14), conforme pode ser constatado no site oficial do órgão estatal.

Indo além, Sankar cita um artigo de um acadêmico de Oxford que afirma que o Bitcoin é ainda pior que um esquema Ponzi, afinal não é um jogo de soma zero, ou seja, se uma pessoa perder, não significa que outra irá ganhar.

Criptomoedas implicam riscos, afirma BC da Índia

Além disso, o Banco Central da Índia também nota que as criptomoedas possuem outros riscos. Primeiramente ele aponta que as pessoas podem evadir-se do controle do Governo.

Indo além, também afirma que moedas privadas sempre resultaram em instabilidade e evoluíram para moedas fiduciárias. Já ao domínio do governo, citado acima, sua fala volta a especular o que aconteceria se o governo não tivesse poder sobre a moeda usada em seu país, usando o dólar como exemplo.

“A dolarização, é bem entendida, prejudicaria a capacidade das autoridades de controlar a oferta monetária ou as taxas de juros, pois a política monetária não teria nenhum impacto nas moedas ou instrumentos de pagamento além da Rupia.”, aponta o documento do Banco Central da Índia.

“Se isso acontecer, a Índia perde não apenas sua moeda, uma característica definidora de sua soberania, mas também seu controle político da economia. Com a perda da política monetária, a capacidade de controlar a inflação seria materialmente enfraquecida.”

Desta forma o transcrito de 12 páginas, mostra que o Banco Central da Índia ainda não entendeu o apelo do Bitcoin. Afinal nenhuma moeda fiduciária possui uma criação de novas moedas controlada pela matemática e não por governantes.

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Henrique Kalashnikov
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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