Bancos dos EUA recebem autorização para oferecer custódia de criptomoedas

A máxima do “Não é sua carteira, não são suas moedas” continua valendo da mesma forma.

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Em um interessante anúncio, que pode trazer uma série de aplicações para o mercado de criptomoedas, o órgão regulador dos bancos nos EUA deu sinal verde para que todos os bancos do país possam oferecer serviços de custodia para criptomoedas.

De forma simples, isso quer dizer que os bancos agora podem guardar criptomoedas de seus clientes. (Via Coindesk).

Uma carta aberta assinada pelo conselheiro sênior e vice controlador sênior Jonathan Gould dá a permissão para que todos os bancos nacionais possam armazenar as chaves criptográficas de carteiras de criptomoedas. Com isso, os bancos poderão anunciar serviços de custódia para criptomoedas, assim como fazem com a moeda fiduciária.

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Essa permissão traz uma mudança considerável na percepção legislativa em relação ao setor das criptomoedas.

Até a publicação do documento, apenas as empresas com aval de custodiante de criptomoedas poderiam oferecer esse serviço, uma permissão que era bem específica e limitava o número de entidades atuando no setor.

A carta também afirma que acredita que os bancos ofereçam uma opção mais segura para serviços de custódia, sendo até superiores as opções já existentes no mercado.

O documento é extenso, no entanto, outro ponto de destaque é a afirmação de que o Escritório de Controle de Moedas (OCC, na sigla original) reconhece que o mercado financeiro está evoluindo.

Um trecho da carta afirma que o OCC entende que há uma necessidade de aumentar a tecnologia por trás dos serviços bancários e que eles precisam alavancar essas novas soluções para inovar nas demandas de seus clientes.

Os bancos que entrarem no setor precisarão desenvolver maneiras e garantir a segurança dos ativos, assim como é feito com a moeda fiduciária.

Bancos e criptomoedas – O que isso altera no mercado?

Bom, a notícia é muito interessante por demonstrá que aos poucos o setor tradicional está ficando cada vez mais em dia com o zeitgeist financeiro que estamos alcançando aos poucos.

Há também uma implicação na adoção, que pode ser facilitada caso criptomoedas passem a fazer parte dos serviços bancários, mas isso vai depender de quantos bancos vão embarcar na ideia.

Para o usuário final, a máxima do “Não é sua carteira, não são suas moedas” continua valendo da mesma forma. Uma custodiante, por mais segura que seja, pode acabar perdendo suas criptomoedas em parte ou de forma integral.

Até o momento, a forma mais segura de manter Bitcoins e outros ativos digitais é o uso de carteiras frias e sempre manter a frase de recuperação em local seguro.

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Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.

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