Bank of America: “Bitcoin é pura especulação e é mais centralizado que o dólar”

O relatório do banco aponta que o Bitcoin não tem objetivo nenhum a não ser valorizar com base na especulação e que os investidores apostam na moeda apenas aguardando que alguém pague mais por elas no futuro.

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Em um momento em que o Bitcoin está mudando a cabeça de antigos críticos e aos poucos ganhado espaço dentro de diferentes setores, alguns mantém a mesma velha opinião formada sobre a principal moeda digital do mundo.

Recentemente o Bank of America lançou um relatório em que afirma que “não existem bons motivos para ter Bitcoin além da especulação.” 

De acordo com o relatório, intitulado “Os segredos sujos do Bitcoin” – um nome que, no mínimo, é uma ótima forma de criar FUD – o banco falou sobre o aumento de preço do Bitcoin nos últimos meses, sem dar nenhum crédito à melhoria fundamental por trás do mercado.

Para o banco, o preço do Bitcoin aumentou recentemente por causa dos efeitos do halving, que diminuíram a oferta do ativo no mercado, e também por causa da entrada de investidores institucionais, principalmente através da Grayscale Bitcoin Trust.

O Bank of America disse que essas mudanças claramente positivas “não são positivas o suficiente”. O relatório aponta que o Bitcoin não tem objetivo nenhum a não ser valorizar com base na especulação e que os investidores apostam na moeda apenas aguardando que alguém pague mais por elas no futuro.

“O Bitcoin também se tornou correlacionado com ativos de riscos, não está ligado à inflação e ainda se mantém excecionalmente volátil. Isso faz com que o ativo não seja prático como um mecanismo de pagamento ou uma reserva de valor. O argumento de ter Bitcoin em seu portfólio não é sobre diversificação, retorno ou proteção contra a inflação, é pura especulação.”

Além disso, de acordo com um resumo sobre todo o relatório, o banco também afirmou que o Bitcoin é mais centralizado que o dólar, com 95% do Bitcoin sendo controlado por apenas 2.4% dos detentores.

A centralização do Bitcoin em contas de baleias antigas é um assunto bem sério e que já foi e ainda é muito explorado por quem estuda o setor.

Mas de acordo com um estudo da Glassnode, uma das mais importantes empresas de estudos on-chain, a distribuição não é tão desigual quanto aponta o Bank of América, mesmo que ela aponte para os endereços antigos, com as maiores baleias sendo responsáveis por 34% das moedas, ao invés dos 95% afirmados pelo relatório do banco.

Além disso, o relatório também atacou a emissão de carbono derivada da mineração de Bitcoin, que é igual a emissão total da Grécia. Esse também é um ponto muito importante e relevante para a evolução do criptomercado e talvez seja a crítica mais condizente do relatório.

Na contramão dos outros bancos

No começo de março o Citi, outro grande banco dos EUA, lançou um relatório bem diferente do Bank of America, afirmando que o Bitcoin está próximo da adoção geral e que o ativo poderia ser usado para transações internacionais.

De forma geral, um relatório bem positivo.

Além disso, um outro grande banco, o Morgan Stanley, anunciou nesta quarta-feira (17) que vai oferecer opções de fundo de investimento em Bitcoin, demonstrando que o Bank of America está indo no caminho oposto de outros bancos que estão aproveitando o momento em alta da criptomoeda.

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Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.
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