Bitcoin cai 5% e pode não romper marca de 2017

Gustavo Bertoluci
Gustavo Bertolucci
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
4 min de leitura

O Bitcoin se aproxima do fechamento do mês de setembro e cai pelo menos 5% nesta segunda. Com a queda no preço do Bitcoin, a moeda digital deverá passar mais um ano sem romper a marca vista apenas em 2017.

Naquele ano, quando o Bitcoin rompeu os U$ 20 mil em algumas corretoras, o mercado estava em polvoroso. A subida do Bitcoin, no entanto, não demorou muitos dias, mas também não foi esquecida até hoje.

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Em 2020, com os bancos centrais imprimindo grande quantidade de dinheiro, alguns entusiastas acreditaram que seria uma ótima chance de rever o topo histórico. Ao chegar próximo do fechamento do terceiro trimestre a história ainda deixa dúvidas.

Preço do Bitcoin cai 5% nesta segunda, acompanhando mercados tradicionais

Com a valorização do Bitcoin nos últimos anos a sua narrativa de reserva de valor ganhou força. Com seu preço saindo de centavos de dólares para milhares de dólares, muitos passaram a observar a moeda digital.

Atravessando pela primeira crise, o Bitcoin de fato precisa mostrar mais para ser o ouro digital. Em março de 2020, por exemplo, quando os mercados caíram, o Bitcoin também caiu. A queda brusca na ocasião foi acima de 40% sendo a maior de sua história.

Com a segunda onda do novo coronavírus abalando mercados o Bitcoin voltou a sofrer. Mesmo atravessando os U$ 11 mil no último final de semana, nesta segunda caiu cerca de 5% nas corretoras.

As quedas foram vistas também em bolsas de valores e até o ouro registrou perdas. Já um dos ativos que novamente mostrou força então foi o dólar. No mundo todo a moeda foi alvo de desejo de investidores buscando refúgios, mesmo com a recente impressão de dólar feita pelo FED.

Retornos do Bitcoin em trimestres só teve um ano inteiro no positivo: 2017 deixa saudade!

De acordo com dados históricos do preço do Bitcoin, apurados pela Skew, apenas 2017 deixa saudade. Isso porque, naquele ano de alta histórica o Bitcoin fechou todos os trimestres dando retorno aos seus investidores.

Além de retornos espetaculares e a alta histórica, o ano fechou com clima positivo. Após 2017, que já deixa saudade em investidores que viram aquela mutabilidade, o Bitcoin não conseguiu mais repetir o movimento de touro.

Em 2020, por exemplo, o primeiro trimestre fechou com queda de 10,58%. Passado as “águas de março”, o preço do Bitcoin teve uma forte recuperação e fechou o segundo trimestre em alta de 42,33%.

Até o dia 21 de setembro, o terceiro trimestre ainda fecha com alta de 14,41%, mesmo com a queda do dia. Mesmo assim, o Bitcoin ainda não consegue repetir quatro trimestres (ou três), seguidos de alta.

Retornos trimestrais do Bitcoin históricos até 21 de setembro de 2020-Fonte: Skew
Retornos trimestrais históricos do Bitcoin até 21 de setembro de 2020-Fonte: Skew

Com novos casos do novo coronavírus despontando pelo mundo, os mercados iniciam a semana com cautela. Vale destacar que, mesmo com todo clima pesado, o Bitcoin continua sendo o ativo com maior retorno (45%), seguido pelo ouro (25%) apenas em 2020. Ou seja, a suposta narrativa de ouro digital ainda não perdeu fôlego e segue em vista, mesmo com maior volatilidade.

Expectativas para o quarto trimestre? Deixe nos comentários.

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