Bitcoin em alta, porém maior banco dos EUA discorda de seu preço

Henrique HK
Henrique HK
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de...
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Embora a última semana tenha sido ótima para o Bitcoin, com aumento de cerca de 20%, o JPMorgan, maior banco dos EUA, discorda que este seja o “preço justo” da maior criptomoeda existente.

Segundo informações do Yahoo, estrategistas do Banco acreditam que seu preço deveria estar 12% menor. O principal indicador usado foi a volatilidade da criptomoeda em relação a do ouro.

Enquanto isso, outra notícia que pode ter impacto no preço do Bitcoin é a recuperação de 94.000 BTC (R$ 19 bilhões) de um hack ocorrido em 2016. Embora sob custódia do governo americano, é esperado que esta fortuna seja devolvida a comunidade, que pode vender tais moedas e, desta forma, mover o preço para baixo.

Qual o preço justo do Bitcoin?

Estipular o preço de um ativo é uma tarefa árdua, principalmente porque tais preços não refletem o presente e sim as previsões para o futuro. Afinal, todos querem se antecipar a notícias positivas ou negativas.

Contanto, o maior banco dos EUA, JPMorgan, está tentando descobrir qual é o “preço justo” do Bitcoin. Segundo seu relatório, conforme o Bitcoin é quatro vezes mais volátil que o ouro, seu preço justo é de 38.000 dólares.

Sendo negociado por 43.800 no momento da redação, isso significa que o JPMorgan está apostando em uma queda de 13%. Entretanto, vale lembrar que a zona dos 40 mil dólares possui um forte suporte, então é difícil que ver este preço tão cedo.

94.000 BTC na mesa após apreensão

Uma grande notícia que pode afetar este preço é a maior apreensão de Bitcoin já efetuada pelos EUA. Nesta terça-feira (8), o departamento de justiça americano afirmou que aprendeu cerca de 94.000 BTC, equivalente a R$ 19 bilhões.

Com isso, estes bilhões entrarão no mercado mais cedo ou mais tarde. Contudo, o governo não divulgou informações sobre o destino destes bitcoins que previamente, até 2016, pertenciam a exchange Bitfinex e passaram quase 6 anos nas mãos de dois criminosos.

Por hora, espera-se que esta fortuna seja devolvida a Bitfinex, que devolverá pelo menos 80% do montante aos holders do token LEO, emitido pela exchange. Contudo, o documento aponta que isso pode levar até 18 meses, a partir da data da recuperação dos fundos.

Portanto, embora seja difícil saber o futuro desta história e como estes holders se comportarão, vendendo ou não. Com certeza este montante é grande o suficiente para mexer no preço do Bitcoin.

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