Bitcoin em alta, porém maior banco dos EUA discorda de seu preço

Banco dos EUA JPMorgan - Bitcoin BTC Criptomoedas
Banco dos EUA JPMorgan - Reprodução/Flickr

Embora a última semana tenha sido ótima para o Bitcoin, com aumento de cerca de 20%, o JPMorgan, maior banco dos EUA, discorda que este seja o “preço justo” da maior criptomoeda existente.

Segundo informações do Yahoo, estrategistas do Banco acreditam que seu preço deveria estar 12% menor. O principal indicador usado foi a volatilidade da criptomoeda em relação a do ouro.

Enquanto isso, outra notícia que pode ter impacto no preço do Bitcoin é a recuperação de 94.000 BTC (R$ 19 bilhões) de um hack ocorrido em 2016. Embora sob custódia do governo americano, é esperado que esta fortuna seja devolvida a comunidade, que pode vender tais moedas e, desta forma, mover o preço para baixo.

Qual o preço justo do Bitcoin?

Estipular o preço de um ativo é uma tarefa árdua, principalmente porque tais preços não refletem o presente e sim as previsões para o futuro. Afinal, todos querem se antecipar a notícias positivas ou negativas.

Contanto, o maior banco dos EUA, JPMorgan, está tentando descobrir qual é o “preço justo” do Bitcoin. Segundo seu relatório, conforme o Bitcoin é quatro vezes mais volátil que o ouro, seu preço justo é de 38.000 dólares.

Sendo negociado por 43.800 no momento da redação, isso significa que o JPMorgan está apostando em uma queda de 13%. Entretanto, vale lembrar que a zona dos 40 mil dólares possui um forte suporte, então é difícil que ver este preço tão cedo.

94.000 BTC na mesa após apreensão

Uma grande notícia que pode afetar este preço é a maior apreensão de Bitcoin já efetuada pelos EUA. Nesta terça-feira (8), o departamento de justiça americano afirmou que aprendeu cerca de 94.000 BTC, equivalente a R$ 19 bilhões.

Com isso, estes bilhões entrarão no mercado mais cedo ou mais tarde. Contudo, o governo não divulgou informações sobre o destino destes bitcoins que previamente, até 2016, pertenciam a exchange Bitfinex e passaram quase 6 anos nas mãos de dois criminosos.

Por hora, espera-se que esta fortuna seja devolvida a Bitfinex, que devolverá pelo menos 80% do montante aos holders do token LEO, emitido pela exchange. Contudo, o documento aponta que isso pode levar até 18 meses, a partir da data da recuperação dos fundos.

Portanto, embora seja difícil saber o futuro desta história e como estes holders se comportarão, vendendo ou não. Com certeza este montante é grande o suficiente para mexer no preço do Bitcoin.

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Henrique Kalashnikov
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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