Erlay: Bitcoin recebe atualização baseada em conectividade, privacidade e segurança

Após mais de 300 comentários desde a publicação do whitepaper e o envio da proposta no Github, o Erlay foi finalmente aprovado na noite da última segunda-feira (17) após 3 anos.

Publicado em junho de 2019, o Erlay é, em suma, uma melhoria de conectividade entre nodes de Bitcoin. Como consequência, podemos esperar que a rede esteja mais acessível e segura após esta implementação.

Conforme descrito no whitepaper, o Erlay consegue reduzir a largura de banda utilizada por um node em até 84%. Ou seja, será mais fácil rodar nodes em locais mais remotos, que geralmente apresentam conexões de internet mais instáveis.

“Comparado aos protocolos atuais do Bitcoin, o Erlay reduz a largura de banda usada em 84% para anunciar transações enquanto aumenta a latência para disseminação de transações em 2,6s (de 3,15s para 5,75s).”

Largura de banda média que um nó gasta por mês para anunciar transações em um sistema com taxa de transação variável.

Para resolver este problema, Gregory Maxwell, Pieter Wuille e Gleb Naumenko propuseram uma técnica chamada de “reconciliação”. Ou seja, os nodes não precisam buscar transações individuais, mas, ao invés disso, podem transmitir uma lista delas.

Erlay foi aprovado na última segunda-feira (17), após 3 anos

Após mais de 300 comentários desde a publicação do whitepaper e o envio da proposta no Github, o Erlay foi finalmente aprovado na noite da última segunda-feira (17) após 3 anos.

Além de questões de conectividade, que por si só já melhoram a descentralização do Bitcoin, a atualização também aborda outros pontos relacionados a segurança da maior criptomoeda do mercado, em especial na privacidade dos nodes.

“A segurança da rede Bitcoin está sob escrutínio substancial com muitos ataques relacionados à rede publicados”, aponta o whitepaper do Erlay. “Esses ataques tentam tornar a rede mais fraca (por exemplo, aumentar a probabilidade de gastos duplos ou negações de serviço) ou violar a privacidade do usuário. Muitos desses ataques dependem de nodes de não-mineradores e assumem conectividade limitada dos nodes das vítimas.”

“Nosso trabalho permite que os nodes de Bitcoin tenham maior conectividade, o que acreditamos tornar a rede mais segura.”

Por fim, esta é mais uma das pequenas modificações no Bitcoin que acabam passando despercebidas dos olhos do público geral. Entretanto, são estas que contribuições que servem de base para um ecossistema confiável por milhões de pessoas ao redor do mundo.

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Henrique HK
Henrique HKhttps://github.com/sabotag3x
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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