“Bitcoin não”, Ministro do Paraguai revela que imóveis e pecuária são mais usados em lavagem de dinheiro

Legislação no Paraguai tem avançado no setor e ministro ainda acredita que as criptomoedas estão isentas de representarem ameaça.

Moedas e objetos financeiros na superfície da bandeira do Paraguai, crime do colarinho branco
Moedas e objetos financeiros na superfície da bandeira do Paraguai, crime do colarinho branco

Um ministro do Paraguai culpou a pecuária e o mercado imobiliário pelos crimes de lavagem de dinheiro, isentando o Bitcoin do problema.

O Ministro Carlos Arregui, da Secretaria de Prevenção à Lavagem de Dinheiro ou Patrimônio (SEPRELAD), falou sobre o problema que acompanha diariamente em seu trabalho nos últimos dias.

A lavagem de dinheiro é um crime que é de ordem econômico-financeira e tem a finalidade de ocultar o rastreamento de dinheiro, principalmente oriundo de crimes. Esse crime normalmente consiste em três etapas, que é de colocação, ocultação e integração, sendo cada parte importante para o sucesso da prática.

Com as moedas fiduciárias, vários mecanismos criados por governos já conseguem identificar a lavagem de dinheiro, que já começam a mirar o setor das criptomoedas.

Ministro do Paraguai diz que Bitcoin não é o vilão da lavagem de dinheiro

Nos últimos anos, governantes de todo mundo tem alertado para o uso criminoso das criptomoedas, principalmente nos chamados crimes de colarinho branco. Essas críticas públicas acabaram motivando o surgimento de leis e regras ao setor, com empresas do setor se vendo ameaçadas pela alta pressão exercida contra seus negócios.

Mas no Paraguai, país vizinho ao Brasil, o problema da lavagem de dinheiro tem culpados muito bem definidos, segundo ministro que cuida da pasta: pecuária e imóveis.

Segundo o portal La Nación, Carlos Arregui lembrou que desde 2016 o país está ciente da principal ameaça ao território, que é o tráfico de drogas. Esse crime é o principal cliente dos esquemas de lavagem de dinheiro, que buscam refúgio principalmente na pecuária e imóveis.

Para lavar o dinheiro, os narcotraficantes compram gados e casas, introduzindo seu dinheiro sujo no sistema financeiro e buscando ocultar a origem dos ganhos.

Questionado se o Paraguai tem registrado crimes de lavagem de dinheiro com criptomoedas ou Bitcoin, o ministro declarou que todas as corretoras já são fiscalizadas no país. Segundo ele, muitas querem se legalizar no país e operar dentro das regras, logo este não é um setor que preocupa hoje.

Outro setor que está sob fiscalização é o do futebol, que também tem registros de lavagem de dinheiro no Paraguai, mas o ministro não confirmou casos relevantes nesse setor.

Situação no Paraguai para as criptomoedas avançou em 2021

Em 2021, o Paraguai orientou o mercado de criptomoedas a como agir e coibiu uma série de crimes. Além disso, o Banco Central emitiu um alerta contra o Bitcoin, avisando investidores que essa é uma tecnologia que não é emitida por uma autoridade monetária.

Outra situação envolve o Senado Federal do Paraguai que aprovou um projeto de lei, que agora será avaliado pela Câmara dos Deputados e se aprovado tem tudo para deixar o mercado mais claro para empresas interessadas em atuar neste país.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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