BitcoinTrade nega relação com Atlas Quantum e comenta imagem falsa que circula nas redes sociais

Disputa envolve um saldo que pertence à mãe do CEO da Atlas Quantum.

Martelo e balança da justiça próximo de pilhas de Bitcoins
Martelo e balança da justiça próximo de pilhas de Bitcoins

A Atlas Quantum é uma das principais histórias envolvendo golpes com criptomoedas no Brasil – após atuar por alguns anos com promessas de rendimentos fáceis em supostas operações de arbitragem de criptomoedas, ela deixou de pagar investidores e viu seu fundador desaparecer.

Com sede em São Paulo, a empresa patrocinou eventos da comunidade Bitcoin Brasil, fez publicidade em outdoors e grandes sites brasileiros, conseguindo captar bilhões de reais de investidores do país.

Embora o negócio tenha ruído e seu líder, Rodrigo Marques, esteja com paradeiro desconhecido, com saques de clientes bloqueados desde 2019, o caso segue repercutindo nos tribunais brasileiros.

Diferente de outros golpes, a Atlas Quantum nunca foi alvo de operações policiais mesmo com inúmeras denúncias de clientes e um negócio totalmente suspeito.

Nos últimos meses, após investigações de clientes da empresa, foi descoberto um saldo milionário da mãe de Rodrigo Marques em uma corretora brasileira, que foi bloqueado preventivamente pela BitcoinTrade.

Clientes da Atlas Quantum conseguem bloquear milhões da mãe de Rodrigo Marques

Em uma comunidade de ex-clientes da Atlas Quantum, a pirâmide financeira que atuou no Brasil e foi alvo da CVM em 2019, surgiram informações de um suposto bloqueio de R$ 80 milhões da mãe de Rodrigo Marques.

Os dois clientes que conseguiram o bloqueio investiram 44 bitcoins com a Atlas, com a maior parte do saldo ainda preso pela pirâmide. Quando o golpe estava ruindo, eles tiveram uma conversa com representantes da Atlas e conseguiram sacar 9 bitcoins, restando 35 moedas a serem restituídas depois.

Foi lavrado um termo de ajuste com a empresa, seu CEO e alguns avalistas, sendo a mãe de Rodrigo Marques uma delas. Esse termo tinha inclusive cláusula de sigilo na época em que foi produzido e tinha como data final para ser cumprido maio de 2021.

Assim, como o valor de 35 BTCs nunca foi pago, os investidores procuraram saldos em bancos e corretoras que pertenciam aos avalistas, usando no processo o termo de ajuste assinado por eles e a empresa, localizando saldo da mãe de Rodrigo e conseguindo na justiça a penhora do valor.

É importante notar que o caso ainda segue no TJRJ sob análise e a decisão não é definitiva, cabendo recursos. A reportagem procurou os autores do processo para entender como foi o trâmite, mas eles não quiseram comentar o caso.

Em conversa com o Livecoins, Matheus Muller, outro cliente lesado e que move processo contra a Atlas Quantum, disse que ingressará com uma Carta de Vênia no processo em breve.

O que diz a BitcoinTrade

Procurada pelo Livecoins, a BitcoinTrade disse que não tem nenhuma ligação com a Atlas Quantum, estando ainda a disposição das autoridades para esclarecer o caso.

Com relação ao bloqueio “das contas da corretora”, a empresa afirmou que se trata de uma fake news que circula na comunidade, se colocando a disposição da justiça desde que foi procurada.

É importante notar que a BitcoinTrade não é parte ré no processo, que é movido apenas contra a Atlas Quantum.

A BitcoinTrade, exchange do Grupo Ripio, pioneiro do setor cripto da América Latina, informa que:

1) De acordo com decisão judicial referente ao Processo n.º 0019936-29.2021.8.19.0209, que tramita no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, na 1.ª Vara Cível, do Fórum da Barra da Tijuca, teve parte de seu saldo bloqueado preventivamente, em razão de Esther Marques Silva, mãe de Rodrigo Marques, CEO da Atlas Quantum, ter registro como usuária na exchange, a conta da genitora foi aberta em 2018, antes do imbróglio envolvendo a empresa, passando, na ocasião, por todos os processos de KYC/AML, cujos programas da BitcoinTrade são referência para o mercado. As informações sobre saldo e movimentação constam no referido processo, portanto, são informações públicas.

2) O bloqueio foi revertido parcialmente por meio de petição impetrada pelo jurídico da empresa nesta sexta-feira (28/01/2022). Importante frisar que a BitcoinTrade não é ré nesse processo e está colaborando com à Justiça. Os valores referidos, muito inferiores aos que constam nas fake news que circulam na comunidade, não impactam na liquidez ou afetam as operações da empresa.

3) Antes mesmo dos pedidos das autoridades, a referida conta já havia sido bloqueada proativamente pela BitcoinTrade, em 23 de dezembro de 2021, ao receber documentos suspeitos sobre a usuária. A BitcoinTrade sempre se coloca à disposição das autoridades para auxiliar em investigações e processos judiciais.

4) Importante frisar que a Bitcointrade segue boas práticas de mercado no que tange à prevenção à lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo, por meio de suas políticas de conheça seu cliente (KYC), bem como seus limites transacionais. A BitcoinTrade segue todas as normas vigentes e tem como missão atuar na construção de um mercado seguro a todos os usuários e está sempre aberta à colaboração da comunidade

5) A BitcoinTrade não possui qualquer relação com a empresa Atlas Quantum ou seus gestores. Inclusive, os executivos da BitcoinTrade continuam abertos ao diálogo e sempre atenderam de forma proativa aos contatos dos membros Associação de Vítimas da Atlas Quantum, que tem um dos membros encabeçando o referido processo, para também auxiliá-los com as informações referentes à BitcoinTrade, antes mesmo da abertura do processo judicial. A empresa lamenta a mácula à credibilidade do mercado brasileiro e seus agentes deixadas pelo caso e solidariza-se com as milhares de pessoas prejudicadas pela Atlas Quantum.”

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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