Brasileira confia em amigo para gerir suas criptomoedas e perde tudo

Um dos lemas da comunidade é o "Não confie, verifique", mas muitos ignoram esse importante ditado popular das criptomoedas.

Mulher com olhar desconfiado para homem ao seu lado
Mulher com olhar desconfiado para homem ao seu lado

Uma brasileira passou por uma situação lamentável ao confiar em seu amigo para gerir suas criptomoedas e perder tudo que investiu com ele.

Quem estuda sobre o Bitcoin costuma reconhecer histórias de pessoas que ficaram milionárias, contudo, quem pensa que isso é um passe de mágica acaba caindo em contos de golpistas e estelionatários de prontidão para atacar.

Ou seja, esse não é um mercado de ganhos rápidos e fáceis, mas sim uma nova tecnologia que no longo prazo deu resultados em quem acreditou na inovação financeira.

De qualquer forma, no Brasil um mercado de criptomoedas marginal tem ofertado negócios milagrosos nos últimos anos e o problema pode estar mais próximo do que muitos imaginam.

Brasileira confia em amigo para gerir suas criptomoedas, após promessas de 16% ao mês

Quem estuda e acompanha o mercado de criptomoedas conhece pelo menos dois ditados importantes, que são “você é o seu próprio banco” e “não confie, verifique”. Com esses simples ensinamentos, já fica claro para muitos que confiar criptomoedas a terceiros não é uma prática aconselhada.

De qualquer forma, uma mulher viu uma oportunidade após um convite de seu amigo, que tinha uma empresa de rendimentos de criptomoedas e prometia 16% de lucros certos e garantidos no mercado. Em 2017, convencida de que esse era uma boa jogada, ela confiou suas criptomoedas ao seu “amigo”.

Mal sabia ela que meses após seu investimento ele sumiria com seu patrimônio e desde então não dá mais satisfação do dinheiro. Na justiça de São Paulo, ela pediu urgência para que sejam bloqueados valores nas contas do ex-amigo.

“Trata-se de ação de procedimento comum na qual a autora alega, em síntese: atraída pela promessa de altos rendimentos mensais e considerando o laço de amizade com o requerido, aos 22 de novembro de 2017 celebrou contrato de assessoria financeira para aquisição de criptomoedas, no valor de R$ 20.000,00, o contrato prevê levantamento de lucros mensais à razão de 16%”.

Naquele ano, em 2017, o Bitcoin passava por uma forte alta de mercado e chegou a valer US$ 20 mil pela primeira vez, o que atraiu muitos investidores para esse setor.

Desde 2018 ela não recebe nada e 16% nunca chegou

Similar aos clássicos esquemas de pirâmides que têm atuado no país nos últimos anos, essa empresa suspeita de operar entre 2017 e 2018 esteve longe de “pagar certinho” os investidores.

Segundo a brasileira, ela chegou a receber alguns depósitos de lucros, mas sempre abaixo de 16% ao mês, sendo que em março de 2018 o sonho acabou e nenhum valor foi repassado desde então.

“Autora aguardou a retomada dos pagamentos, em razão da amizade, mas tomou conhecimento de acusações de fraudes supostamente praticadas pelos réus; desde abril de 2019 requereu a rescisão do contrato e a devolução da quantia investida, sem sucesso”.

Na justiça, a investidora conseguiu autorização para bloquear bens em nome do ex-amigo agora em 2022, cinco anos após perder seu dinheiro.

Vale lembrar que se ela tivesse comprado bitcoin e deixado em uma carteira, teria aproveitado a valorização natural da moeda e obtido bons lucros, visto que desde novembro de 2017 a alta da moeda foi meteórica no mundo todo.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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