Candidato a presidente do Novo, Felipe D’Avila pede cautela com Bitcoin

Candidato explicou que a digitalização e tecnologia blockchain são importantes para o Brasil.

Felipe D'Avila, candidato a presidente no Brasil em 2022 pelo partido NOVO
Felipe D'Avila, candidato a presidente no Brasil em 2022 pelo partido NOVO. Foto: Reprodução/Twitter.

Para Felipe D’Avila, candidato a presidente pelo partido NOVO, é importante que o governo tenha cautela com uma adoção do bitcoin como moeda no Brasil.

Ele conversou com o Livecoins em uma entrevista e declarou sua posição sobre a tecnologia, indicando como deve agir no setor caso seja eleito nos próximos meses.

Presidente do Centro de Liderança Pública, cientista político e mestre em administração pública pela Universidade de Harvard, ainda falou sobre a tecnologia blockchain e sua importância no processo de digitalização do Brasil.

Livecoins: O senhor conhece o setor de criptomoedas, Bitcoin? Qual sua opinião sobre o assunto?

Felipe D’Avila: Conheço e considero o setor muito interessante em termos de inovação. Não apenas no sentido da inovação monetária, que facilita as transações econômicas, mas em toda a parte de digitalização de contratos que o uso da blockchain torna possíveis.

É um setor muito dinâmico, e que tem muita coisa nova surgindo com potencial positivo.

El Salvador em 2021 legalizou o Bitcoin como moeda de curso legal, seria possível que o Brasil fizesse o mesmo movimento?

Felipe D’Avila: É importante que o governo seja cauteloso. Como ainda é uma coisa muito nova, o governo precisa ser responsável e evitar colocar em risco a economia e o fornecimento de serviços públicos.

Mas sou a favor de experimentos localizados no uso dessas novas tecnologias. Os green bonds, por exemplo, poderiam ser uma boa área de testes para o uso de criptomoedas.

Qual o seu entendimento sobre a questão da moeda ser emitida pelo banco central?

Felipe D’Avila: Ainda não vejo alternativa ao Banco Central como autoridade responsável pelo sistema monetário. Mais uma vez, pela complexidade e pela importância de uma moeda saudável, acho que é preciso cautela.

O Brasil sofreu demais com o problema da hiperinflação nos anos 80, e foi preciso todo o trabalho da equipe do Plano Real para colocar a economia de volta nos trilhos. Por isso também defendo a autonomia do Banco Central, que deve sempre ficar isolado dos interesses políticos.

Quanto a tecnologia blockchain, qual a opinião sobre o assunto, colocado como estratégia digital do Governo pelo decreto 10.332/2020?

Felipe D’Avila: O decreto tem pontos positivos, em particular no sentido da digitalização de serviços públicos federais.

A digitalização tem que ser uma prioridade do governo nas próximas décadas, para oferecer serviços mais eficientes e mais baratos. Quanto ao uso da blockchain, seguindo o princípio da cautela, também vejo com bons olhos.

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Vitória Bertolucci
Jornalista e Social Media, entusiasta do jornalismo literário e cada vez mais atraída pelo mundo financeiro e de criptomoedas

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