Carnaval: criptomoedas serão aceitas em camarote e destaque de samba-enredo

No carnaval do Rio de Janeiro, criptomoedas se tornam destaque de samba-enredo e poderão ser usadas em camarote do sambódromo.

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(Foto: Pixabay)

Esqueça as rainhas de bateria, as fantasias descoladas, ou os hits do momento. Há poucos dias do começo de uma das festas mais populares do mundo, o carnaval, quem está dando o que falar são as criptomoedas.

Na Marquês de Sapucaí, a BestKoin será a moeda oficial do camarote Incentivo Brasil, e o seu uso ocorrerá através de cartões pré-pagos da bandeira Mastercard.

Idealizada pelos portugueses Pedro Ribeiro e Pedro Ferreira, a criptomoeda tem seu foco no setor do turismo, além de carregar a bandeira de se fortalecer como uma moeda de troca e não apenas para fins especulativos, como explica Ribeiro à Anba:

“Outras criptomoedas têm 80% de especulação e 20% de efetividade, e queremos o oposto. Nosso grande foco passa pela utilização como meio de pagamento real e efetivo”.

Lançada no segundo semestre de 2018 e sediada em Dubai, a BestKoin será pioneira como método de pagamento digital em camarote na Sapucaí.

“O carnaval carioca tem tudo a ver com a BestKoin. Ficamos muito satisfeitos com a parceria, principalmente pelo fato de sermos a primeira criptomoeda com foco no turismo”, revelou Ribeiro em conversa com o portal Eu, Rio!, acrescentando que este é “o lugar certo, na hora certa”.

Destaque em samba-enredo

A parceria entre o camarote e a BestKoin valerá pelos próximos dois anos e surge em um momento em que as criptomoedas e a tecnologia blockchain ganham cada vez mais espaço nos noticiários e na vida cotidiana das pessoas.

Então nada mais natural que, ao homenagear a trajetória do dinheiro, com o tema “Me dá um dinheiro aí”, a agremiação Imperatriz Leopoldinense destaque o papel do bitcoin na história.

Fantasia de bitcoin

Durante 1h e 15 minutos, a escola de samba se propõem a discutir a relação do ser humano com o dinheiro, abordando lendas e começando sua viagem no tempo no Reino da Lidia (atual Turquia), lugar onde as primeiras moedas foram cunhadas.

Com direito a fantasia de bitcoin — apesar de não remeter ao imaginário que temos da moeda — a última ala será dedicada aos sistemas digitais e como eles impactarão o futuro do dinheiro.

A escola de samba, integrante do grupo principal do carnaval carioca, pretende tratar o tema de forma bem-humorada, mas sem deixar de levantar algumas reflexões, presente, inclusive, na frase de descrição da fantasia de bitcoin:

“Vamos entender que dinheiro é apenas uma ideia? O que a moeda virtual fará com nossa sociedade de consumo? Ela será capaz de transformar nossa relação e conceitos de valor?”, questiona a agremiação. “O futuro nos dirá…”, conclui.

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Camila Marinho
Camila Marinho é jornalista, com passagem por jornais impressos e outros portais com foco em criptomoedas. Acredita que a tecnologia blockchain é como o fogo dado por Prometeu à humanidade. Cresceu sob o sol da Bahia e hoje vive no frenesi do centro de São Paulo.

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