CBDC é a melhor coisa que pode acontecer pra criptomoedas

Essa retórica é tão antiga quanto “Blockchain sim, Bitcoin não”. Passaram-se 13 anos da invenção, e até hoje não existe 1 único uso de caso da tecnologia fora das criptomoedas.

Você provavelmente se deparou recentemente com imagens de uma suposta carteira (wallet) da moeda digital da China. No entanto, esse assunto não é novo, e os rumores circulam desde abril de 2020. CBDC é o dinheiro emitido pelos Bancos Centrais utilizando um banco de dados centralizado.

Na prática, somem os benefícios de emissão previsível e impossibilidade de reverter transações. No entanto, para os governos, o controle total da circulação monetária possibilita implementar juros negativos e até mesmo limitar onde o dinheiro é gasto.

Por exemplo, bloquear 50% do salário para gastos em alimentação, saúde e moradia, ou colocar uma taxa de 2% mensal para quem tiver mais de R$ 100 mil depositados. Enfim, o céu é o limite para que os governantes tenham ainda mais poder sobre o povo.

Por que o CBDC é bom para criptos?

O sistema centralizado do CBDC permite aos governos restringir acesso a determinados países ou empresas. Se a Apple não pagar o “imposto do aplicativo” no Brasil, o governo pode banir uso de sua moeda digital nesta loja. De maneira similar, o intermediário, tipo cartão de crédito, que continuar oferecendo tal serviço pode ser facilmente cortado do sistema financeiro.

CBDC é um cavalo de tróia, que usa o disfarce de “open banking” para colocar o Banco Central no centro de todas as transações financeiras usando a moeda local. O cidadão vai se revoltar ao perceber que não pode mais comprar a pinga ou bancar a menina que vende peidos no OnlyFans.

Bitcoin não paga cafézinho

Essa retórica é tão antiga quanto “Blockchain sim, Bitcoin não”. Passaram-se 13 anos da invenção, e até hoje não existe 1 único uso de caso da tecnologia fora das criptomoedas. Microsoft e IBM já demitiram as equipes que trabalhavam nisso, mas, óbvio, ainda existe muito golpista vendendo sonhos.

El Salvador, um país da América do Sul, adotou o Bitcoin como uma das moedas oficiais em setembro de 2021. Por lá, é obrigatório aceitar pagamentos na criptomoeda, seja no McDonalds ou no aluguel de um imóvel. Para isso, foi adotada a tecnologia de segunda camada do Bitcoin, Lightning Network.

Por que não stablecoin?

Sem dúvidas, uma maneira de fugir das garras dos governos é apelar para as stablecoins, as moedas pareadas em dólar. Mesmo que se opte por um modelo descentralizado, como Terra USDT (UST) ou DAI, ficará quase impossível convertê-las em CBDC equivalente.

Fica muito simples para o emissor da moeda digital monitorar quem está atuando de exchange ou intermediador p2p, bloqueando esses endereços e valores. Portanto, a tendência é que as pessoas abandonem de vez o sistema fiduciário, garantido para um modelo descentralizado. Desse modo, o Bitcoin estará de braços abertos para receber esses refugiados.

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Marcel Pechman
Marcel Pechman é trader e analista de criptomoedas desde 2017. Atuou como trader por 18 anos nos bancos UBS, Deutsche e Safra. Além de YouTuber em seu canal RadarBTC, foi reconhecido em diversas premiações como um dos maiores interlocutores do Bitcoin do país. Maximalista convicto, acredita na falência da moeda fiduciária, aquela emitida por governos.

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