China muda o tom e chama Bitcoin de ‘investimento alternativo’

Desde 2017, o PBoC tem uma postura negativa em relação as criptomoedas.

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China e Bitcoin
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O banco central da China agora considera o Bitcoin uma “alternativa de investimento” – marcando uma mudança significativa no tom do país após quatro anos de repressão ao mercado de criptomoedas.

A China tem sido um dos países com regras rígidas em relação aos ativos digitais. No entanto, o vice-presidente do banco central da China revelou neste domingo (18) que considera as criptomoedas como ‘veículos de investimento.’

No Fórum Boao, o ex-presidente do banco central da China, Zhou Xiaochuan, e o atual vice-presidente do banco central, Li Bo, revelaram suas opiniões sobre as criptomoedas.

“Acreditamos que os ‘cripto-ativos’ devem desempenhar um papel importante no futuro, como uma ferramenta de investimento ou como um investimento alternativo. Muitos países, incluindo a China, também o estão analisando como uma ferramenta de investimento.”, disse o vice-presidente do banco, Li Bo.

Bitcoin não é moeda

A conhecida jornalista chinesas Colin Wu revelou a informação, afirmando que esta é a primeira vez que a China reconhece o valor das criptomoedas.

De acordo com ela, os membros do Banco Popular da China (PBoC) disseram que ainda existem riscos regulatórios para o banco central em relação às criptomoedas, citando a proibição de corretoras e ofertas iniciais de moedas (ICO).

O vice-presidente do PBoC disse que o banco central manterá medidas e práticas atuais enquanto explora qualquer mudança potencial na regulamentação.

Além disso ele disse acreditar que o Bitcoin e as stablecoins são “ativos criptografados”, não uma moeda.

Para usá-los como ferramenta de investimento, a China precisa ter cuidado, disse. Eles precisam pensar sobre que tipo de políticas regulatórias devem ser implementadas para esse método de investimento.

“Acreditamos que Bitcoin e stablecoins são ativos criptografados. São opções de investimento, não uma moeda em si. É um investimento alternativo, não uma moeda”. disse.

Stablecoins

De acordo com o vice-presidente do PBoC, as stablecoins emitidas por empresas privadas precisam de diretrizes regulatórias mais fortes.

Ele afirmou que “no futuro, se qualquer stablecoin pretende se tornar uma ferramenta de pagamento amplamente usada, deve estar sujeita a uma supervisão estrita, assim como os bancos ou instituições financeiras quase bancárias estão sujeitos a uma supervisão estrita.”

Além disso, o ex-presidente do banco central, Zhou Xiaochuan, disse que os ativos digitais devem acompanhar a economia. Observando que as moedas digitais existem para servir à economia.

Ele acrescentou que todos devem fazer a distinção entre ativos digitais e moedas digitais. Ao considerar essas questões, a China normalmente atribui grande importância à economia real.

CBDC

O país asiático avançou no desenvolvimento de seu Yuan digital. Os Estados Unidos estão investigando a possibilidade de a China usar o Yuan digital para substituir o dólar americano como moeda de reserva global.

No entanto, um ex-presidente do PBoC, disse que a China está desenvolvendo seu CBDC para uso local. De acordo com ele, a China não pretende substituir o dólar como moeda de reserva global, pois isso afetaria sua independência de política monetária.

China vs Bitcoin

Desde 2017, o PBoC tem uma postura negativa em relação as criptomoedas. O banco não fez esforços para apoiar a regulamentação das moedas digitais, e reprimiu o mercado.

A repressão contra as criptomoedas na China em 2017 resultou em uma queda de 6% no preço do Bitcoin.

Se a nação o regulasse como uma classe de ativos, os efeitos sobre o preço da moeda digital poderiam ser igualmente significativos, mas desta vez o preço provavelmente aumentaria em resposta.

A China proibiu várias atividades relacionadas as criptomoeda nos últimos anos. As corretoras não podem operar atualmente no país.

Analistas da indústria classificaram os comentários como “progressivos” e estão observando de perto quaisquer mudanças regulatórias feitas pelo Banco Popular da China (PBOC).

Após a notícia, o Bitcoin valorizou mais de 3%, depois de enfrentar queda de 10% na madrugada de domingo.

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