“Estou arruinado”: clientes se desesperam após falência de empresa de criptomoedas

A Voyager fez um empréstimo para a 3AC de US$ 650 milhões, mas, como já sabemos, a companhia deu calote em seus credores e deixou a Voyager no prejuízo, justamente em meio a uma grande queda do criptomercado, o que deixou tudo ainda mais difícil.

Jovem deprimido após receber notícia ruim, investidor de criptomoedas chateado
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Após o caso da Three Arrow Capital, uma outra companhia do criptomercado anunciou falência, a Voyager Digital, que também está deixando um prejuízo bilionário para o setor, além de deixar vários investidores e clientes desesperados, com medo de terem perdido todas as suas economias.

O recente caos da Voyager é um reflexo direto do calote da Three Arrow Capital (3AC), já que a empresa também entrou em desfalque devido à falta de pagamentos da 3AC, o que levou a empresa a anunciar falência na última quarta-feira.

A empresa anunciou oficialmente a falência ao dar entrada nos documentos no Tribunal de Falências dos EUA, distrito sul de Nova York. A exchange possui duas filiais, a primária Voyager Digital Holdings e a Voyager Digital, ambas sediadas no mesmo estado dos EUA.

Apesar de tudo, até o momento, a companhia garante que durante todo o processo a Voyager continuará operando e que o objetivo é conseguir recuperar os ativos e “sair mais forte” da situação.

“Voyagers, hoje nós começamos um processo de reestruturação voluntário para proteger os ativos na plataforma, maximizar o valor para todos os acionistas, especialmente os clientes e sair da situação como uma companhia ainda mais forte. Voyager continuará operando durante o processo.”

Apesar desse otimismo por parte do CEO da Voyager, os clientes estão desesperados com a possibilidade de terem perdido anos de economia com a situação atual da empresa. O site Vice entrevistou alguns desses clientes e investidores, que realmente estão preocupados com a situação.

Clientes da Voyager acreditam que perderão seus ativos

De acordo o site, um investidor chamado Jeffery Cosey, de 37 anos, acreditou que a Voyager representava uma solução para guardar o seu dinheiro melhor do que um banco tradicional, citando os bônus que ele recebeu por depósito e as possibilidades de um lucro maior em seu investimento.

“Eles todos pareciam confiáveis. Eles pareciam legítimos, não era algo que parecia suspeito ou arriscado.”

Cosey disse que acabou depositando cerca de 90% de todas as suas economias na Voyager, seus investimentos foram feitos em Bitcoin, Ethereum, e em outras criptomoedas menores, além do USD Coin, uma stablecoin lastreada em dólar.

Enquanto Cosey estava esperando a possibilidade da queda do criptomercado, ele diz que ficou incrédulo com como a Voyager administrou o dinheiro de seus clientes.

“Eu nunca pensei que uma empresa negociada publicamente poderia apostar o meu dinheiro assim. Esse era o risco que eu não entendia.”

No caso, a Voyager fez um empréstimo para a 3AC de US$ 650 milhões, mas, como já sabemos, a companhia deu calote em seus credores e deixou a Voyager no prejuízo, justamente em meio a uma grande queda do criptomercado, o que deixou tudo ainda mais difícil.

Cosey não foi o único investidor ouvido pela publicação, com um conselheiro financeiro de Chicago também sendo pego de surpresa pela falência da Voyager.

“Estou arruinado. Eu tenho que começar a minha vida toda novamente.”, disse o conselheiro financeiro.

A pior parte no caso da Voyager, e também da 3AC, é que empresas do criptomercado estavam fazendo justamente o que os bancos tradicionais fazem, mas com os riscos acrescentados do criptomercado.

Ou seja, muitas dessas companhias estão atuando com as desvantagens de ambos os setores, o digital e o tradicional, expondo seus clientes a vários riscos, muitas vezes sem expor esses riscos para os clientes.

Com essas situações, é mais que necessário agora prestar atenção onde você investe suas economias no criptomercado.

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Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.

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