Co-fundador do Ethereum critica o Bitcoin devido ao consumo de energia

O sensacionalismo dos números divulgados é outro ponto de discussão, já que os dados do Digiconomist podem estar um pouco inflados, e quem reconheceu isso foi o próprio Justin Drake.

O consumo de energia da rede do Bitcoin é um ponto de discussão desde que a moeda se tornou grande o suficiente para entrar no mainstream. Recentemente, essas críticas vêm não apenas dos críticos das criptomoedas, mas também de membros de outras criptomoedas.

Uma discussão voltou a ganhar força após um dos fundadores do Ethereum, Anthony Donofrio, criticar a quantidade de energia que o Bitcoin consome.

A crítica veio após o Digiconomist divulgar números sobre o consumo de energia do criptomercado, afirmando que o Bitcoin atualmente usa cerca de 0,82% de toda a energia mundial, enquanto o Ethereum usa cerca de 0.34%. Os números foram divulgados por Justin Drake, pesquisador do Ethereum, e foram retuitados por Donofrio.

“Se o Bitcoin está mesmo usando quase 1% de toda a energia na Terra, então é gasto demais para um pet rock.”

A referência ao “Pet Rock”, uma das febres que aconteceram nos EUA no passado, onde pessoas literalmente compravam pedras como bichinhos de estimação, é uma clara crítica ao fato do Bitcoin “não valer nada” ou não fazer nada de útil. O que levanta uma questão: Por que nomes importantes do Ethereum estão atacando o Bitcoin? 

É curioso ver que Donofrio deixou de lado o quanto o Ethereum gasta em questão de energia. Mas existe um bom motivo para tudo isso: Com o Ethereum prometendo (há mais de um ano) a atualização Ethereum 2.0, que, em teoria, tornará a blockchain independente de PoW e consequentemente não gastar mais energia, muitos nomes importantes da rede agora tentam hypar a ideia.

Isso pode ser visto até mesmo em outros tweets de Justin Drake, que afirmou que o Ethereum gastará 0,0% da energia do mundo após a atualização.” 

Ou seja, enquanto a preocupação com o gasto de energia do Bitcoin é algo justo a ser questionado, é sempre bom lembrar que muitos podem estar questionando por motivos próprios ou para alavancar seus próprios projetos.

Além disso, o sensacionalismo dos números divulgados é outro ponto de discussão, já que os dados do Digiconomist podem estar um pouco inflados, e quem reconheceu isso foi o próprio Justin Drake.

O Digiconomist já foi criticado muitas vezes por apresentar sempre o pior cenário possível sobre o consumo de energia do Bitcoin em seus números. O que é fácil entender porque quem está criticando o Bitcoin possa ter dado preferência a esses números.

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Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.

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