Coinbase ajuda governo dos EUA a rastrear transações com criptomoedas

Departamento de Alfândega dos EUA já rastreia criptomoedas.

Passaporte dos EUA sobre bandeira e próximo de martelo da lei
Passaporte dos EUA sobre bandeira e próximo de martelo da lei

Em conjunto com a Coinbase, um órgão da alfândega e migração dos EUA já rastreia transações com criptomoedas em várias blockchains. A novidade foi detectada após um pedido da Lei de Liberdade de Informação dos Estados Unidos, conhecida FOIA.

Essa requisição foi realizada pela Tech Inquiry, que detectou que a maior corretora de criptomoedas da América do Norte está vendendo uma suite de aplicações para o Immigration and Customs Enforcement (ICE), departamento que controla a migração e alfândega da maior potência econômica do mundo.

Com a ampla adoção das criptomoedas, o setor foi amplamente coberto por ferramentas que prometem rastrear transações, sendo cada vez mais comum a chegada de negócios no setor.

A Mastercard, por exemplo, fechou uma parceria com o Mercado Livre para ajudar a empresa latina a realizar essa ação.

Coinbase vendeu solução que rastreia transações de criptomoedas para ICE

De acordo com dados revelados pelo The Intercept, ao obter um documento de acesso à informação, a ICE tem desde 2021 acesso à ferramenta Coinbase Tracer, antes nomeada “Coinbase Analytics”.

Essa solução tem como objetivo rastrear transações e verificar se essas são de origem criminosas. A corretora costuma chamar o processo de KYT (Know your transaction), ou “conheça sua transação”.

A API permite então que as empresas, e governos, que contratam esse serviço rastreiem transferências em blockchain públicas rapidamente, em busca de problemas como a lavagem de dinheiro ou financiamento ao terrorismo.

De acordo com a Coinbase, essa ferramenta permite ao cliente o monitoramento em tempo real de transações, podendo inclusive configurar alerta de transferências disparados em casos de monitoramento.

Ou seja, o principal órgão de monitoramento alfandegário e de migração dos EUA já possui acesso a este mecanismo e pode estar utilizando em suas ações de fiscalização.

Coinbase não limita uso de ferramenta para governo dos EUA

O que chamou atenção sobre a revelação da Coinbase estar liberando seu software ao governo dos EUA é que não há nenhum contrato de termos de uso que limita o acesso à ferramenta, ou seja, todos os recursos estão liberados.

Um dos itens mais polêmicos é que a ferramenta permite que a ICE monitores dados geográficos das transações, embora não esteja claro em como isso impacta o rastreio dessas criptomoedas.

Em nota a reportagem, um porta-voz da Coinbase comentou sobre como obtém os dados de fontes públicas, mas garante que os dados de seus usuários não estão sendo liberados ao governo dos EUA.

De qualquer forma, essa é apenas mais uma ajuda da corretora de criptomoedas a um órgão dos EUA, visto que nos últimos anos a Receita Federal (IRS), Serviço Secreto e até Departamento de Combate a Drogas recorreram aos serviços da corretora.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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