Como a crise ajudou na popularização do Bitcoin?

Texto escrito por Daniel Coquieri, COO da corretora BitcoinTrade.

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Bitcoin é a maior moeda digital do mundo
Bitcoin é a maior moeda digital do mundo - Reprodução/Flickr
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Com a notícia da pandemia do coronavírus todo o mercado de investimentos tradicional e digital foi impactado com a notícia. Sendo assim, as criptomoedas também sentiram a queda de mais de 50% do preço do Bitcoin e também uma grande perda no tamanho da capitalização do mercado. Porém, o que chamou muito a atenção dos investidores foi a rápida recuperação que a criptomoeda teve em relação aos outros ativos tradicionais.

Motivada pela descentralização do setor, ou seja, diferente do dólar ou ações, que dependem das decisões de um governo, o Bitcoin não é interferido pelo isolamento social e fechamento do comércio, e sim, pela oferta e procura. E foi isso que acarretou na queda no início da pandemia, pois no desespero, as pessoas optaram por tirar suas aplicações em Bitcoins para acessar suas moedas fiduciárias e pagar contas, gastar com emergências.

O fato de o mercado de criptomoedas estar performando acima dos demais e a queda menor do que nas grandes bolsas do mundo, trouxe destaque e um olhar curioso dos investidores. O número de notícias sobre o Bitcoin cresce, pessoas interessadas em conhecer o setor e estudando sobre ele também foram pontos que auxiliaram na popularização do ativo durante a crise.

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Outro aspecto que chamou a atenção do mercado foi o Halving, evento que acontece de 4 em 4 anos e que interfere, diretamente, no valor do Bitcoin. O halving corta pela metade a emissão de novos Bitcoins no blockchain, fazendo com que diminua a quantidade da moeda digital no mercado e, com a procura, aumente o valor de negociação.

Diante desse interesse de novos investidores e a pouca idade do mercado de criptomoedas, é importante destacar também que carecemos de iniciativas de educação financeira, que têm crescido nos últimos anos auxiliando na popularização do setor. Com as moedas digitais, assim como qualquer investimento, é necessário entender o mercado, a volatilidade da moeda, como funciona a tecnologia blockchain e quais as vantagens desse tipo de investimento, já que trata-se de um sistema totalmente disruptivo.

Um outro ponto que tem sido cada vez mais combatido pelas corretoras e positivo para a popularização da moeda é a segurança. O uso de criptomoedas para fins ilícitos é um grande impeditivo para a propagação desta modalidade. E cada vez mais a segurança e alertas com golpes tem vindo a tona, fazendo com que o investidor tenha mais segurança no mercado, aumentando então, a disseminação da moeda.

Mas a grande lição que a pandemia trouxe aos investidores do mercado criptoativo foi entender a importância de analisar as aplicações em Bitcoins a longo prazo, graças ao seu potencial de impacto em termos de tecnologia. E vale lembrar que o ideal não é comprar tudo de uma vez. Separe seu investimento em alguns pedaços e faça compras parciais com o tempo, aproveitando as quedas que acontecem no ativo.

Daniel Coquieri é COO e cofundador da BitcoinTrade, corretora especializada no mercado brasileiro de criptomoedas.

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