Conta da Unilever no Santander é hackeada e banco pede busca de criptos

Banco recebeu segundo caso de ataque hacker utilizando o mesmo sistema.

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Edifício da sede da Unilever na Tailândia
Edifício da sede da Unilever na Tailândia

O Santander moveu um processo contra uma empresa e duas pessoas que são acusadas de hackear a conta bancária da Unilever no banco e transferir milhões para terceiros.

O caso teria acontecido no final de 2019, quando o sócio da empresa Polpas Cristal acessou a conta da empresa como um usuário autorizado pelo Santander.

Ao acessar a conta do banco, o usuário manipulou o sistema para efetuar saques em nome da Unilever, multinacional-britânica do setor de alimentos, bebidas, produtos de limpeza e higiene pessoal.

“Afirma, basicamente, que foi realizada uma fraude com a utilização da conta bancária dos réus, cujo sócio, por meio daquela, conseguiu acessar a conta mantida pela empresa Unilever na mesma instituição financeira, realizando indevidamente transferências milionárias de valores para contas de terceiros, atuação que é apurada em sede de inquérito policial.”

Inquérito da Polícia Federal apura atuação de hacker no Santander contra contas da Unilever

O Santander moveu na Justiça de São Paulo um processo contra a Polpas Cristal, conforme publicação no Diário da Justiça desta quarta-feira (18). Para isso, a defesa do banco pediu que a empresa acusada de hackear seu sistema colabore com a produção antecipada de provas.

Isso porque, como os réus foram acusados de invadir a conta bancária da Unilever no Santander, o banco quer apurar melhor o caso.

O caso aconteceu em dezembro de 2019, quando em dois dias, os golpistas sacaram mais que R$ 16 milhões das contas da Unilever em treze transações.

“Entre 02/12/2019 e 04/12/2019 foram realizadas treze transações bancárias eletrônicas não reconhecidas nas contas da Unilever, que resultaram no desvio ilícito do montante total de R$16.700.000,00, conforme comprovam os extratos bancários da Unilever”.

Antes de perpetuar o crime efetivamente, os hackers ainda testaram o sistema do banco, com transferências de R$ 1,00 antes de começar a enviar milhões. Quando o Santander detectou a movimentação atípica e detectou a fraude, acionou a Polícia Federal que já abriu um inquérito policial para apurar o caso.

No caso da Unilever, a empresa já foi ressarcida pelo Santander, que agora quer espera ajuizar uma ação reparatória contra os suspeitos.

Como o golpe foi feito?

O sócio da empresa Polpas Cristal, após efetuar o login no site do Santander, utilizou uma ferramenta para alterar os dados da plataforma. Dessa forma, ele conseguiu fazer com que o sistema do banco entende-se que o recurso da transferência estivesse saindo das contas da Unilever em São Paulo, e não de sua empresa.

Assim, ele pode fazer transferências para empresas de vários estados, com login da Polpas Cristal, mas com saques das contas da Unilever. De acordo com um trecho do inquérito da Polícia Federal, anexado aos autos do processo a qual o Livecoins obteve acesso, não foi necessário nem senha para o acesso a conta do Santander.

“O criminoso ou grupo criminoso teve acesso à conta bancária da empresa multinacional UNILEVER, por meio de acesso prévio a outra conta bancária (POLPAS CRISTAL -com sede em Porto Velho/RO), utilizando o mesmo arquivo cookie de sessão da empresa POLPAS CRISTAL após autenticação no sistema internet banking com as credenciais de login e senha da empresa POLPAS CRISTAL. Após isso, explorou e alterou os parâmetros de agência e conta da empresa UNILEVER, tendo acesso irrestrito por meio do internet banking, sem a necessidade de login e senha da conta da empresa UNILEVER”.

Santander pediu até a busca de criptomoedas

Em dado momento, o banco Santander pediu que as empresas de criptomoedas do Brasil informassem se os réus citados no processo teriam algum valor nas corretoras. Além disso, a defesa pediu a quebra de sigilo bancário dos suspeitos.

Contudo, o juiz que analisou o caso na esfera cível não concordou com os pedidos do banco, visto que nesta esfera do judiciário a quebra de sigilo bancário são feitos em caso excepcionalíssimos, além de que já há um inquérito policial para acompanhar as demandas do Santander em curso.

Em 2020, outra grande empresa foi alvo de uma ação similar no Brasil. Com conta no Santander, a Gerdau viu milhões de reais serem escoados de sua conta no Rio Grande do Sul, que culminou com a Operação Criptoshow, prendendo até um ex-jogador brasileiro do Grêmio e Internacional.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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