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Copom corta juros, estresse no mercado continua nesta quinta

Em nota à imprensa, o Banco Central do Brasil, através do Copom, avisou que cortou juros da taxa Selic, em meio ao estresse do mercado nacional com o coronavírus. A medida segue o oposto de uma opinião de um analista de mercado, compartilhada no início de março.

Apesar da medida, os investidores não deverão crer que a situação está resolvida. Alguns até acreditam que o novo corte de juros seja pior para a recuperação, ou ainda, revele que há mais receio do que o apontado publicamente pelos governos.

A medida do BC do Brasil vem junto a de outros bancos centrais do mundo, que tem cortado juros em mínimas históricas. Isso representa um movimento anormal de impressão de dinheiro, fato que causa preocupação com a inflação.

As medidas desesperadas dos bancos centrais vão à contramão do planejamento do Bitcoin para o ano de 2020. Enquanto os BCs inflam a base monetária, o Bitcoin irá reduzir pela metade sua oferta.

Estresse nos mercados apontam cortes de juros, Copom reduz medida no Brasil

As impressoras foram ligadas nos Bancos Centrais mundiais em meio a pandemia do coronavírus. Com medo de desaceleração da economia, governos buscam dar estímulos às populações via oferta de dinheiro em massa.

De fato, medidas de socorro a populações tem sido pensadas pelos governantes, que recorrem aos Bancos Centrais para financiar suas ações. Nos EUA, por exemplo, Donald Trump considera enviar cheques de U$ 1 mil para populações em situação de pobreza.

No Brasil, Paulo Guedes anunciou que irá enviar R$ 200 para trabalhadores autônomos. Tais medidas inflam a oferta de dinheiro ao mercado, devendo ser financiadas pela emissão de dinheiro, a partir de nada. O dinheiro sendo emitido para “salvar” a população possui lastro apenas na confiança dos governantes.

Dessa forma, como medida de dar ao governo dinheiro que ele precisa, o Copom anunciou um corte na taxa básica de juros no Brasil, a Selic. Em nota à imprensa, o Banco Central do Brasil informou que foi decidido, “por unanimidade, reduzir a taxa Selic para 3,75% a.a“.

Apesar do novo corte, o Copom informou que não deverá tomar a medida facilmente no futuro. Um dos fatores que embasam a decisão é que a inflação no Brasil está controlada, por isso, o corte. Mas novos cortes deverão ser realizados apenas em casos extremos, uma vez que o corte da última quarta (18), aumenta o balanço de riscos do Banco Central do Brasil.

O Banco Central do Brasil ressalta que continuará fazendo uso de todo o seu arsenal de medidas de políticas monetária, cambial e de estabilidade financeira no enfrentamento da crise atual.

Cofre do Banco Central

Bancos Centrais na contramão do Bitcoin

Apesar da medida de corte de juros agressivos pelo Banco Central dos EUA e Europa, o brasileiro foi mais cauteloso. Mesmo assim, o corte agressivo dos BCs das principais potências não tem animado o mercado.

Isso porque, a preparação para uma possível recessão assusta investidores, que tem buscado ficar com dinheiro na mão. As bolsas de valores registram enormes perdas nas últimas semanas.

De acordo com Geoffrey Smith, analista do Investing, as bolsas estão fechando acesso presencial. Além disso, dados de emprego dos EUA podem revelar mais sobre o impacto da crise nos EUA, dados que serão lançados nesta quinta.

Em outro ponto, o Banco Central Europeu lançou o maior “pacote anticrise” de todos os tempos, o que pode assustar investidores de bolsas. Serão impressos £750 bilhões pelo BCE para estimular a economia. Com a crise nas bolsas, alguns apontam que dinheiro na mão é o ativo mais seguro, em clara busca por liquidez.

Contudo, a expansão econômica feita pelos bancos centrais podem afetar duramente a inflação. Ou seja, os preços poderão subir muito nos próximos dias e meses, uma vez que há imensa oferta monetária no mercado mundial.

Imagem: Marco Verch, Flickr

Com isso, um dos melhores hedges e opções alternativas a essa descontrolada expansão monetária é certamente o Bitcoin. A moeda digital inclusive vai tomar uma medida contrária aos bancos centrais em maio próximo.

Isso porque, com o halving do Bitcoin, a oferta diária de moedas vai cair pela metade, fazendo frente aos BCs. Com isso, apesar do Copom atuar no corte de juros para combater o estresse de uma nova crise, não fica claro como os próximos meses irão reagir às diversas variáveis do mercado global.

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Autor:
Gustavo Bertolucci