Como os problemas recentes nas corretoras de Bitcoin podem atrair a ira dos reguladores

Com isso, o papel das corretoras vai muito amém de ajudar seus clientes e suas operações, mas sim, legitimar o criptomercado.

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Problemas em plataformas e corretoras de criptomoedas são comuns e até mesmo esperados pelos investidores que acompanham o mercado. No entanto, até onde esses problemas são apenas um inconveniente e passam a ser uma verdadeira barreira para o mercado? Um recente artigo do The Block argumentou que esses problemas podem acabar aumentando a ira dos órgãos reguladores.

O artigo destacou o tweet do usuário conhecido como IAmNomad, que ressaltou vários problemas recentes enfrentados por diferentes plataformas de criptomoedas e corretoras no mercado dos EUA durante a última terça-feira, quando o Bitcoin “despencou” e muitos viram a oportunidade e comprar.

“Então, o mercado dos EUA resumido:

  • Coinbase – Erro 404 na entrada de ordem + dados latentes de mercado.
  • Gemini – Lag no mercado de dados antes de ser desligada.
  • Kraken – Entrada de ordem deu erro.
  • FTX US – Tem uma limitação agressiva, mas funciona.
  • Binance US – Cheia de erros, impossível de conseguir realizar ordens.”

Os problemas não só atrapalham os investidores a conseguirem aproveitar as movimentações do mercado, mas prejudicam todo o cenário, já que impedem importantes operações.

O artigo destaca que essas quedas acabam empurrando o mercado ainda mais para abaixo, com os investidores no mercado à vista não conseguindo atualizar suas posições para equilibrar o mercado e evitar liquidações.

Uma fonte da Coinbase, que deu entrevista ao The Block mas pediu para não ser identificada, disse que a exchange está expandido a sua capacidade em 10 vezes e que continuará fazendo melhorias em toda a sua plataforma. No entanto, o modelo das corretoras de criptomoedas fazem parte do problema geral do setor nesse ponto.

“Eu acho que o modelo de broker que é focado em cliente e agnóstico em liquidez é o que nos vai tirar desses problemas.”, disse a fonte anônima.

Enquanto esses problemas também podem ser encontrados no setor tradicional, são bem mais raros e com certeza possuem menos implicações na Nasdaq e outras corretoras famosas. Como é de se imaginar, esse tipo de confusão que atrapalha o mercado e milhões de investidores com certeza pode atrair a ira dos órgãos reguladores.

Hunter Merghart, ex-executivo da Bitstamp e da Coinbase, acredita que essas falhas podem ser algo que os reguladores podem utilizar para “pegar no pé” do setor no futuro.

“Essa é um parte muito fácil para os reguladores insistirem em pegar no pé e agora que eles estão cada vez mais de olho nesse espaço, não é uma situação bonita para a indústria.” disse Merghart.

Tyler Gellasch, ex-advogado da SEC dos EUA concorda com a opinião do executivo e que há até mesmo paralelos históricos que mostram que a SEC fica de olho nesse tipo de interferência por problemas no mercado financeiro, com o órgão regulador colocando várias regras para as corretoras tradicionais atuando pela internet durante os anos 2000.

“A SEC adotou uma aproximação de ‘nós não podemos deixar problemas de tecnologia derrubar os nossos mercados, nós precisamos de mercados que possuem integridade e estabilidade’.

Os investidores precisam ter a habilidade de negociar, principalmente em tempos de volatilidade. Garantir que a infraestrutura do mercado não atrapalhe e prejudique investidores é uma das maiores prioridades regulatórias.”

Com isso, o papel das corretoras vai muito amém de ajudar seus clientes e suas operações, mas sim, legitimar o criptomercado.

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Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.

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