Defensores dos direitos humanos defendem o Bitcoin: “Refúgio de catástrofes”

Pessoa segurando moeda de Bitcoin ao ar livre.
Pessoa segurando moeda de Bitcoin ao ar livre.

Após um grupo de profissionais de TI atacar as criptomoedas em carta enviada ao congresso, outro formado por defensores dos direitos humanos saiu em defesa do Bitcoin, notando que ele é um refúgio de catástrofes não apenas financeiras como também relacionadas a modelos sociais.

Enquanto o primeiro grupo cita riscos aos investidores, pedindo proteção aos americanos, o segundo aponta que o Bitcoin e stablecoins são a salvação para quem mora em países como Cuba, Venezuela e China.

Embora seja um texto pró-cripto, o mesmo é humilde o suficiente para reconhecer que existem muitos golpes e riscos no setor. Entretanto, nota que educar as massas é melhor que simplesmente banir uma tecnologia tão útil.

Bitcoin: proteção contra a inflação

O primeiro ponto destacado pelos defensores dos direitos humanos é que países que estão liderando questões regulatórias são aqueles que possuem moedas mais estáveis, como euro e dólar.

Notando que tanto o Bitcoin quanto as stablecoins são um refúgio de catástrofes, o texto cita países abalados pela inflação. Além disso, também nota seu uso em casos mais graves, como em guerras.

“Os usuários do dólar e do euro provavelmente não experimentaram a desvalorização extrema da moeda ou as garras frias da ditadura.”

Sendo uma moeda aberta e disponível internacionalmente, o texto aponta que o Bitcoin é uma forte escolha em países como Cuba, Argentina, Turquia, Nigéria e Afeganistão. Locais onde todas as suas economias podem sumir em um curto período.

Bitcoin: refúgio contra ditaduras

Além do fator financeiro, o texto também foca na liberdade ligada ao Bitcoin. Ou seja, é uma ótima ferramenta para pessoas que passarão toda sua vida sob o regime de ditadores, sem liberdade para nem sequer falar o que desejam.

“Ao contrário da maioria dos cidadãos do planeta, quase todos os autores da carta anti-cripto são de países com moedas estáveis, liberdade de expressão e fortes direitos de propriedade.”

Citando países como Nigéria, Belarus e Hong Kong, os defensores dos direitos humanos apontam que o Bitcoin segue ajudando na luta contra o autoritarismo. Bem como cita que são países como Rússia e China que possuem mais interesse em banir o Bitcoin.

Bitcoin não resolve tudo, nós precisamos fazer o resto

Embora seja totalmente favorável às criptomoedas, o texto é humilde o bastante para notar que estas não resolvem todos problemas e que a indústria está cercada de golpistas. Entretanto, busca apresentar soluções mais inteligentes.

“A indústria de criptomoedas está, sem dúvida, repleta de golpes, mas a solução não é confundir instrumentos fintech genuinamente úteis com esquemas nocivos. Em vez disso, é preciso ensinar as pessoas a distinguir a diferença.”

Um bom exemplo é o caso do colapso da Terra (LUNA) que, embora seja muito diferente de outras stablecoins, virou um exemplo para os críticos sobre quão perigosas as criptomoedas são. Entretanto, estes talvez não saibam as diferenças entre os modelos de cada uma delas.

Por fim, o intuito da carta é notar que o Bitcoin é uma necessidade para dezenas de milhões de pessoas e que a educação é a melhor ferramenta para afastá-las de golpes encontrados no setor.

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Henrique Kalashnikov
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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