Bitcoin sobe 22000% e se aproxima de 1 milhão na Turquia

Recém-saída do inferno, seu único caminho é reerguer-se.

Os usuários de Bitcoin na Turquia estão virando milionários à medida que o Bitcoin se aproxima de um milhão de liras turcas (TRY) pela primeira vez.

O Bitcoin teve um aumento de 22.500% em relação à moeda estatal dos turcos nos últimos cinco anos, sem queda neste mês na Turquia, conforme o bitcoin atinge sua alta história em relação à TRY.

Já para outros países, o bitcoin está um pouco abaixo do topo histórico, sendo negociado a 45.900 dólares. Porém isso não ocorre na Turquia, onde uma diferença de cerca de 1.000 dólares pode ser notada, ou seja, as pessoas estão buscando comprar mais BTC.

Bitcoin's price in Turkish Lira, Dec 2021
Preço das criptomoedas na exchange BtcTurk, 19 de dezembro de 2021

Mesmo assim o motivo desta diferença não está muito claro, afinal os mercados da Turquia são muito abertos. Para fazer arbitragem, você precisaria enviar bitcoin, vendê-lo por TRY e, em seguida, vender TRY por dólares, comprar BTC com USD e então repetir o processo.

O provável problema é o tempo de duração para realizar as conversões e envios de TRY e USD, período no qual o valor da TRY pode cair, cancelando qualquer oportunidade de arbitragem.

Algo que sugere que os bots de arbitragem têm melhores oportunidades e, portanto, sugere que a demanda por bitcoin na Turquia está maior do que em outros países, com menos inflação.

O Bitcoin pode atuar como um ativo de proteção em casos como este em que o dólar valorizou 3 vezes em relação à TRY desde 2019, quando o câmbio era de 5 liras por 1 dólar. Agora esta conversão está acima de 16 liras, perdendo 50% de seu valor desde julho.

Isso é atribuído ao corte das taxas de juros pelo Banco Central quando a inflação está subindo acima de 20%. Não há indicação de que isso vai mudar já que o presidente da Turquia, Recep Erdoğan, vai de encontro com os mercados financeiros.

As maiores apostas de uma aposta ousada

Erdogan vacilou em 2019 quando a Bloomberg contribuiu para ele mudar o curso, instalando um Banco Central aprovado pelos mercados globais e com ele a escada das taxas de juros cada vez mais altas.

A inflação não se mudou muito, no entanto, ficando ainda mais alta em 2019, então ele mudou de curso novamente, mas essa hesitação provavelmente encorajou os especuladores para pressionar o preço da moeda com um ataque especulativo.

Agora a escolha é dura entre continuar ou desistir para sempre desses mercados financeiros, presumivelmente também apostando que, uma vez que ele recuou uma vez, recuará novamente.

A tentação deve ser grande para fazer exatamente isso, mas a economia turca está maior neste ano do que no ano passado, mesmo cotada em dólares.

As exportações estão crescendo, inclusive o PIB da Turquia está crescendo mais do que o da China. Erdogan conheceu Elon Musk esta semana, enquanto a Turquia enviava satélites para o espaço. A mídia turca fala de novas fábricas, novas alianças econômicas, um novo otimismo em vigor em contraste com nossa mídia ocidental obcecada pela negatividade. Enquanto isso o próprio Erdogan fala de uma “guerra econômica de independência”.

Em uma espécie de aceno de cabeça muito sutil, o The Economist nos lembra de uma ferrovia conectada ao Oriente Médio na época de nossos avós, apenas um século atrás, quando o estilo de vida em Bassora, Damasco, Gaza e Beirute eram mais ‘simples’ e a região documentava religiões e todos os povos em paz e prosperidade.

À medida que os Estados Unidos encerram oficialmente seus compromissos no Iraque, alguns provavelmente estão se perguntando se o Oriente vai se erguer novamente e até mesmo se está crescendo.

Com a paz reinando novamente, você pensaria que alguns dos melhores homens da região terão algum grande plano para reconstruir esta estrada mais uma vez, de modo que os trens, mais uma vez, conectem Londres a Bagdá.

Já no caso da Europa, em particular, você pensaria considerar que esta é uma questão de vital importância, afinal paz e prosperidade em sua vizinhança só pode significar paz e prosperidade no seu continente.

Os EUA não vão gostar, no entanto, porque perdem domínio e os problemas recentes da Turquia começaram quando a América os sancionou, mas uma questão a ser revelada com o tempo é se tal aversão à autonomia regional vem dos EUA que se foi ou de um EUA que está pensando no futuro.

Afinal em uma região entre China, Rússia e Europa, não está claro que um oriente esculpido seria melhor do que um soberano, e caso a história tenha algo a dizer, é provável que não seria.

Em vez disso, talvez seja a hora de uma idade de ouro intelectual no oriente, quando um povo muito mais semelhante entre si, põe de lado as diferenças artificiais que já seguiram seu curso e coloca seu foco nas coisas boas da vida e de Deus: a prosperidade em primeiro lugar e acima de tudo.

Com essa mudança de enfoque, e considerando apenas quanto dinheiro alguns deles têm, e apenas quantos são educados no exterior, e de quão baixo alguns aspectos começam onde eles nem mesmo têm trens, não é muito difícil ver um grande potencial como nenhum outro.

Esses movimentos no câmbio estrangeiro, portanto, talvez sejam mais acessos de raiva do passado e talvez uma aposta de que a Europa, e particularmente a Alemanha, repetirão os erros do passado para a devastação de ambos os continentes.

Porque olhando para o futuro, o concerto temporário pode ser irrelevante para a grande jogada à medida que uma região cresce e os demônios são banidos e restam apenas anjos no jogo.

No presente, atos minuciosos têm grandes consequências para os participantes. Com o tempo, é provável que certas forças da prosperidade sejam desencadeadas, o que torna muito do que está por vir, um oriente ascendente em particular, em um resultado muito lógico de tantas causas e efeitos.

Ou seja, é provável que a Turquia não seja queimada de qualquer maneira. É mais uma questão de grau, e nesse caso é muito complexo para nós, pois há muito poucos dados neste estágio para dizer se, holisticamente, ela deve continuar ou recuar.

Em vez disso, é mais fácil dizer que, de qualquer maneira, essa turbulência é um sinal de uma tendência de mudança em uma região esquecida há muito tempo, afinal eles não estão mais destruindo as suas ferrovias porque não há mais nada para destruir.

Recém-saída do inferno, seu único caminho é reerguer-se.

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Henrique Kalashnikov
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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