Delegadas de polícia explicam o que fazer em caso de golpe com criptomoedas

Delegadas de polícia civil compartilham suas opiniões sobre o mercado de criptomoedas.

Jovem mulher segurando bitcoin
Jovem mulher segurando bitcoin

Duas delegadas de Polícia Civil de Sergipe compartilharam suas visões sobre o que fazer em caso de ser atingido por um golpe de criptomoedas, situação que coloca muitos brasileiros em risco nos últimos anos.

A segurança das pessoas se apresenta como um dos pontos fundamentais deste setor, que ainda é novo em todo o mundo. Com a inexperiência das pessoas sobre o assunto, o campo está minado de golpistas.

Vale lembrar que o mercado de criptomoedas tem sido apresentado para autoridades brasileiras responsáveis por investigações, que segundo o delegado da PCGO, Vytautas Zumas, será toda capacitada em 2022.

Golpes com criptomoedas focam em prometer muito em um prazo curto, diz delegada de polícia de Sergipe

A delegada Suirá Paim falou sobre os novos crimes envolvendo as criptomoedas, tema que chama atenção no Brasil no último ano. Por conta de casos de repercussão nacional neste tema, o Congresso Nacional se movimentou para aprovar um projeto de lei sobre o assunto.

Mas segundo a delegada de Polícia Civil de Sergipe, os golpes neste setor são marcados por grandes promessas em um espaço curto de tempo. Assim, é comum que as vítimas se deparem “milagres da multiplicação”, que normalmente são apresentados por conhecidos, sites e redes sociais.

“É um golpe novo, e existe a situação de os golpistas utilizarem, com engenharia social, o investimento em criptomoeda com promessas de lucros exorbitantes em um curto espaço de tempo. A vítima tem que estar atenta para isso. Existem estabelecimentos próprios para investimento em criptomoedas, todo um mecanismo para investir de forma segura”.

Delegada Suirá Paim
Delegada Suirá Paim. Adepol.

Caso as pessoas sejam vítimas de uma fraude financeira, a delegada recomenda que procurem uma delegacia de polícia civil para o registro do crime.

“Registrar a ocorrência, trazer todos os meios de prova que conseguir reunir, como por exemplo, e-mail de comunicação com o fraudador, conta fornecida para a transferência de valores, as conversas mantidas por e-mail, WhatsApp, por qualquer meio de comunicação. Imprima esse material e procure a delegacia. Vamos registrar a ocorrência e verificar se foi uma pirâmide financeira, se havia risco ou se efetivamente foi um golpe.”

Falta de regulação dificulta investigações de crimes no setor

A delegada Lauana Guedes foi outra que compartilhou sua opinião sobre o atual mercado de criptomoedas. De acordo com ela, a falta de regulamentação própria ao mercado dificulta o trabalho de investigação.

“Em virtude disso, fica um pouco difícil de fazer investigação, até porque tudo que envolve a criptomoeda, por exemplo, Bitcoin que é bem comum, os dados que são propagados ali são criptografados e a moeda circula pelo mundo inteiro.”

Delegada Lauana Guedes delegadas de polícia
Delegada Lauana Guedes. Adepol.

De qualquer forma, os próprios investidores podem buscar conhecer as empresas antes de cair em ciladas. Segundo Lauana, observar se a empresa tem o registro é uma medida básica quando se busca investir no mercado.

“As pessoas têm que ter cuidado na hora de investir. Tem empresas que são verdadeiras e a gente pode verificar de modo fácil se aquela investidora é realmente uma empresa fidedigna e confiável. Toda empresa tem que ter o registro e é uma forma de perceber se aquele investimento está sendo utilizado de forma correta.”

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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