Deputado argentino recomenda criptomoedas como forma de poupar dinheiro

Um deputado argentino tem observado de perto o bitcoin desde 2021 segue confiante nas criptomoedas, muito mais que no Dólar.

O deputado argentino Martin Tetaz, que ocupa um cargo no país desde 2021, diz preferir o bitcoin e as criptomoedas do que o Dólar na economia. Na América Latina, a crise na Argentina é uma das piores dos últimos anos, e tem atraído a ira da população local.

A inusitada resposta do deputado ocorreu após uma pergunta pública de outro político da Argentina, o deputado de Buenos Aires, Ramiro Marra.

“Em que moeda os políticos que se opõem à dolarização economizam?”

Vale lembrar que com a crise argentina na economia, muitos correram para o câmbio e procuram alternativas para fugir da crise no Peso argentino.

Deputado sugere que políticos da Argentina confiam em criptomoedas para poupar dinheiro

Após o questionamento de Marra publicamente, o deputado Martin Tetaz respondeu que os políticos do país estão buscando na crise em criptomoedas.

“Em cripto.”

A resposta mostra que assim como no Brasil, a Argentina tem buscado as criptomoedas como alternativa ao colapso da moeda emitida pelo banco central do país.

Perdendo poder de compra nos últimos anos, o Peso argentino é uma das piores moedas para se ter no bolso. No dia 14 de abril de 2023, por exemplo, o Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC), divulgou que no acumulado dos últimos 12 meses, a inflação da Argentina acumula alta de 104,3%, a maior dos últimos anos.

“Os preços ao consumidor (CPI) subiram 7,7% em março de 2023 em relação a fevereiro e 104,3% na comparação anual. Acumularam alta de 21,7% no primeiro trimestre.”

Deputado já vendeu bitcoin na alta ao publicar sobre trade

Em 9 de fevereiro de 2021, Martin Tetaz, afirmou publicamente que estava comprando bitcoin como teste, mesmo que não se tornasse um “Elon Musk” um dia. Na ocasião, o bilionário havia comprado bitcoin com a Tesla e influenciou muitos a seguirem seu movimento.

Contudo, em outubro de 2021, Tetaz anunciou via Twitter que estava se desfazendo de suas moedas, cotadas em 63 mil dólares, próximo da alta histórica de novembro de 2021, quando o bitcoin alcançou US$ 69 mil.

“É um belo momento para vender o Bitcoin que você comprou a 46.000 e comprá-lo de volta na próxima queda. Vamos lá.”

Em dezembro de 2021, após uma queda no preço, ele voltou a dizer que estava comprando bitcoin novamente. Ao que tudo indica, após mais de dois anos e intensa desvalorização do mercado de criptomoedas, o político argentino segue confiando nas criptomoedas, até mesmo para enfrentar a temida crise de seu país.

Crise argentina leva políticos e população a buscarem refúgio em criptomoedas

Pouco atrás do Brasil em volume de negociações de criptomoedas, a Argentina é um dos principais mercados latinos de moedas digitais. O bitcoin, por exemplo, é uma moeda nascida da crise bancária de 2008, que se apresenta como alternativa a moedas fiduciárias.

Além disso, as stablecoins também chamam atenção no país, visto que podem ser uma forma fácil e rápida de dolarizar o patrimônio.

Ao que tudo indica, tanto a classe política quanto da população já entenderam a crise do país, que com dados recentes se mostra cada vez mais um desafio de difícil resolução. Pressionado, o presidente Alberto Fernández anunciou que não deverá concorrer a reeleição em 2024.

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Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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