Deputado do partido Novo defende o Bitcoin e chama o estado de vilão

"Inflação é culpa do governo, Bitcoin não é assim", disse o parlamentar.

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Deputado Federal Gilson Marques
Deputado Federal Gilson Marques - Crédito: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

Chamando o Estado de Vilão, o deputado federal Gilson Marques (NOVO/SC) defendeu o Bitcoin em uma aprovação de lei que aumenta a regulação sobre boletos bancários.

O projeto de lei 75/2019 “dispõe sobre as condições para o uso de dinheiro em espécie em transações de qualquer natureza, bem como para o trânsito de recursos em espécie em todo o território nacional”. Esse polêmico projeto poderia até colocar o fim do uso do dinheiro em espécie em algumas situações.

Atualmente, esse projeto segue sendo discutido na Comissão de Defesa do Consumidor (CDC) na Câmara dos Deputados, com Celso Russomanno (REPUBLICANOS/SP) também discutindo o assunto.

Celso Russomano acredita que criptomoedas são utilizadas por criminosos

As mudanças propostas pelo projeto de lei 75/2019 não inovam muito no Brasil, principalmente no setor jurídico, segundo o Deputado Gilson Marques. Contrário a proposta, ele voltou a defender que as pessoas devem ser livres para fazer com seu dinheiro o que quiserem, seja utilizar a moeda em espécie ou digital em bancos.

Ao ver a fala do deputado, Celso Russomano disse que a Câmara dos Deputados faz o que pode para impedir os crimes no Brasil, mas que as criptomoedas estão dificultando o trabalho das autoridades.

“A gente faz tudo que pode para evitar que o crime se expanda, mas hoje com essas criptomoedas infelizmente o crime organizado já não usa mais as instituições financeiras para fazer suas transferências e transitar com valores absurdos, usam as criptomoedas, que não tem segurança jurídica nenhuma, mas é o que eles fazem, o que usam, e o mundo paralelo digamos assim está aceitando isso”.

Neste momento, Gilson Marques pediu a palavra e disse ser obrigado a fazer a defesa das criptomoedas, não concordando que essas não possuem segurança jurídica.

Para deputado Gilson Marques, que defendeu o Bitcoin, o estado é vilão

Em sua defesa, Marques lembrou que o que não tem tal segurança jurídica são as moedas emitidas pelos bancos centrais, que são de curso forçado.

Na visão do deputado, se essas moedas fossem realmente boas não seriam obrigatórias. Além disso, a inflação é feita somente, unicamente e exclusivamente pelo governo, quando se imprime mais moeda, perdendo mais valor e deixando a população com menos poder de compra.

Ele lembrou que essas questões não acontecem com o Bitcoin, que tem uma quantidade determinada de moeda, com nenhum governo conseguindo mudar a emissão dessa moeda. Para Gilson, o “Bitcoin é uma proteção contra o estado, contra o governo, contra a artificial redução do valor da moeda, que é paga justamente pelos mais pobres“.

Para o deputado, os funcionários públicos ainda são os mais beneficiados pela inflação, visto que recebem em dia e conseguem comprar antes o que depois fica mais caro. Essa realidade então está levando cada vez mais pessoas para o Bitcoin, assim como na Argentina e Venezuela.

O parlamentar lembrou que El Salvador legalizou o Bitcoin, já usando como moeda. Em sua fala, ele reconhece que alguns criminosos utilizam sim as criptomoedas, mas que a culpa é das pessoas, não da tecnologia, visto que a maior parte das pessoas buscam apenas se proteger do estado, do qual classificou de “bandido estacionário”.

“Em defesa das criptomoedas: Foi aprovado hoje o PL 75/2019, que aumenta o controle estatal sobre pagamentos de boletos no Brasil. Votei CONTRA e expliquei porque as criptomoedas são uma resposta do mercado aos erros do estado!”

Deputado não quer Real para 50 anos, pois moeda não valeria nada: “eu levaria ouro e Bitcoin”

O deputado Gilson Marques ainda declarou que o Bitcoin é mais confiável no longo prazo que o Real. Se ele tivesse que escolher qual moeda levar para daqui a 50 anos no futuro, sua escolha seria o Bitcoin e ouro, além de um pequeno montante de Dólar.

Ele lembrou que a valorização do Bitcoin nos últimos anos tornou as moedas nacionais uma piada, visto seu ganho no poder de compra em relação às fiduciárias.

Após a fala de Gilson e sua defesa ao Bitcoin, o deputado Celso Russomano falou rindo que só espera que se o parlamentar aplica em criptomoedas, que consiga resgatar depois.

Russomano declarou que tem muita gente praticando estelionato em cima das criptomoedas que tem pelo menos 2 mil pessoas em suas redes que caíram em golpes associados a imagem dessa tecnologia.

De qualquer forma, o debate aconteceu durante um debate que falava sobre as restrições do uso do dinheiro em espécie e acabou chamando atenção dos brasileiros. No Brasil, Gilson Marques é um dos políticos que acreditam no Bitcoin como moeda.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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