Detento com direito ao trabalho vende NFTs para sustentar família

Russo está preso há quatro anos, após ser pego vendendo drogas pela darknet.

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Pessoa sendo presa na Rússia
Pessoa sendo presa na Rússia

Um jovem preso na Rússia agora está vendendo NFTs para complementar sua renda e enviar dinheiro para família.

Aos 27 anos, ele foi preso pelas autoridades russas com pacotes de maconha e ecstasy, sendo sentenciado a prisão por seis anos. Parte das drogas que ele comercializada era pela darknet, um ambiente oculto da internet, onde ele administrava um fórum para venda de drogas.

No entanto, ele foi enviado para um local onde não poderia ter acesso a dispositivos eletrônicos, onde passou alguns anos. Acordando cedo todos os dias para cantar o hino russo, o jovem acabou registrando um bom comportamento e então foi enviado para um local mais brando para terminar de cumprir sua pena.

Jovem preso na Rússia vende NFT para complementar sua renda

Em uma colônia prisional mais branda agora, Pavel Skazkin pode sair para trabalhar em uma cidade próxima à prisão e até acessar dispositivos eletrônicos. Restando ainda alguns anos de sentença a cumprir, ele ganha mensalmente um salário como preso de US$ 140,00, enviado para sua esposa e três filhos.

No entanto, ele decidiu continuar na internet para ganhar dinheiro, mas dessa vez de forma artística e complementar a renda enviada para sua família.

Com uso das criptomoedas, em especial os NFTs, ele está produzindo artes, usando o nome de Papasweeds, que reflete sua história de vida e o que o levou a cadeia.

Como declarou em uma conversa com o portal Coindesk, Pavel expressa em sua arte suas experiências de vida, inclusive no sistema prisional russo, onde ainda está vivendo pelo menos parte de seu dia.

Assim, ele passou a vender artes pela internet e prometeu enviar 30% de todos os seus ganhos para a associação “Russia Behind Bars”, que ajuda famílias de pessoas que estão passando dificuldades por ter parentes presos na Rússia.

Suas primeiras artes foram fabricadas na blockchain Tezos, quando ele se tornou conhecido na comunidade de artistas russos e teve sua história revelada ao mundo.

Russo participa de grupo que ajudou a combater a censura com artes em blockchain

Parte da comunidade de artistas russo, Pavel faz parte de um grupo que vendeu NFTs em 2021 para salvar o portal Meduza, que quase fechou por pressão das autoridades e hoje até aceita Bitcoin como doação para se manter em funcionamento.

A imprensa na Rússia vive sob a vigilância do governo e ideias de liberdade quase não podem ser publicadas no país, sendo o caso Meduza apenas um dos mais recentes.

Ambos os casos mostram assim o quão importante é a presença das criptomoedas em locais que a liberdade é cerceada.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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