ETF de Blockchain cresce nos EUA, no Brasil há dificuldades

Com menor volatilidade que às criptomoedas, fundos são maneira de investir com menos risco!

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Cresce a procura de ETF de Blockchain nos EUA, considerados, por alguns investidores, formas mais seguras de se investir em criptomoedas. Com ETFs sendo fundos negociados em bolsas, a sigla representa Exchange Traded Funds.

No Brasil, por exemplo, um dos ETFs mais famosos entre investidores da bolsa de valores é o BOVA11. Esse índice é um fundo negociado em bolsa, de forma semelhante a uma ação, que acompanha a variação do Índice Bovespa.

Quem investe em ETF normalmente espera retornos de uma cesta de ativos, ou seja, é uma maneira de diversificar os investimentos. Contudo, os riscos dos ETFs associados com ações são menores que investir diretamente em um ativo específico, uma vez que acompanha índices.

O Bitcoin, de fato, ainda é uma moeda que sofre com a desconfiança dos investidores pela alta volatilidade em sua história. Investir em ETFs de criptomoedas teoricamente oferecem menores riscos, com menor volatilidade do que investir no Bitcoin diretamente.

Investimentos em ETF de Blockchain cresce nos EUA, com regulamentação benéfica ao setor

O Bitcoin é uma criptomoeda, criada em 2009, que carrega o fardo de ser a primeira moeda descentralizada a funcionar no mundo. Dessa forma, sua tecnologia permite que pessoas de qualquer local negociem com Bitcoin, utilizando apenas a internet para isso.

Sem ligações com governos ou empresas, o valor de cada unidade de Bitcoin é definido pela lei da oferta e da procura. O preço do Bitcoin hoje em dólar é de U$ 9260, sendo no Brasil a cotação em R$ 49600.

Contudo, o valor de um Bitcoin é volátil, podendo oscilar muito para cima, ou para baixo, em questão de horas. Em março, por exemplo, quando a crise do novo coronavírus estourou, o Bitcoin chegou a perder mais que 40% de valor em menos de 24 horas, uma queda brusca.

Para quem não está preparado para acompanhar o Bitcoin, e suas loucas oscilações, uma opção seriam os ETFs. Ao investir em várias criptomoedas ao mesmo tempo, ou mesmo em empresas que trabalham com blockchain, os investidores buscam diminuir o impacto da volatilidade e ainda surfar em possíveis ganhos.

Entretanto, ETFs ligados à criptomoedas ainda são vistos com maus olhos pelos governos, mesmo nos EUA. Uma opção então seria o investimento em ETF ligado à tecnologia blockchain, que cresce em adoção por empresas do mundo todo.

Tendência nos EUA, mas no Brasil ainda há entraves legais para maior adoção

Nos EUA, a tendência é que os ETFs ligados ao Bitcoin apareçam e ajudem investidores a se expor à moeda digital. O tema ainda é analisado com cautela pela SEC, espécie de CVM dos EUA, que não tem liberado a criação de ETFs de Bitcoin, mesmo com apelo de investidores.

Contudo, empresas que trabalham com a tecnologia blockchain encontram mais facilidades, uma vez que essa tecnologia está com as portas abertas. De acordo com o Valor Investe, os investidores dos Estados Unidos têm aumentado sua exposição ao setor de ETF Blockchain, que cresce em número de investidores.

Com empresas até listadas em bolsas, a exposição a este setor oferece menores riscos para investidores. Dessa forma, os EUA têm visto um maior número de interessados em ETF de blockchain, modalidade de investimentos que cresce em meio à pandemia.

No Brasil, entretanto, nem os ETFs de Bitcoin, nem de Blockchain possuem facilidades. A CVM ainda não possuí uma regulamentação própria para esse setor, que traz entraves aos investidores locais interessados no tema. Além disso, as empresas de fundos de criptomoedas no Brasil preferem comprar Bitcoin nos EUA, pela melhor regulamentação do tema.

Ao Valor Investe, Safiri Felix disse que investidores interessados no tema devem buscar o conhecimento antes de qualquer investimento. Muitas empresas que se apresentam como fundos de criptomoedas ou blockchain, por vezes tem uma participação ínfima no mercado, ou nem tem.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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