Ex-agente de inteligência da França é condenado por desviar fundos e minerar Bitcoin

Alguns jornais franceses entraram em contato com o ex-agente, mas não tiveram grandes respostas. Agora com 52 anos, ele afirmou “não querer voltar a um processo que foi julgado em definitivo e que, portanto, está arquivado”.

Um ex-agente da DGSI da França, agência equivalente à CIA dos EUA, foi condenado a três anos de prisão após desviar fundos que deveriam ir para terceiros. Considerado um “especialista em criptomoedas”, o ex-agente teria usado parte do dinheiro para minerar Bitcoin.

Embora só tenha sido revelado pela mídia francesa nesta terça-feira (6), os supostos crimes cometidos pelo ex-agente da DGSI aconteceram entre os anos de 2009 e 2016. No período, a mineração de Bitcoin não exigia hardwares caros e o preço do ativo flutuou entre zero e US$ 1.165, o que explica os lucros milionários.

A investigação foi aberta em 2020 e o ex-agente foi julgado em 2022. A DGSI teria tentado ocultar o caso do conhecimento público. Portanto, isso explica o atraso das informações relacionadas à sua prisão.

Ex-agente da DGSI da França é condenado por desviar fundos e minerar Bitcoin

A Direção-Geral de Segurança Interna da França (DGSI), agência de inteligência da França, está tendo uma semana complicada. Segundo a mídia local, um de seus ex-agentes foi preso após desviar € 92.000 (R$ 490.000).

Uma das funções do ex-agente da DGSI era recrutar hacker para se infiltrarem em sites de propaganda de terroristas jihadistas. No entanto, ao invés de pagar a quantia integral aos hackers, o ex-agente desviava parte do dinheiro para seu bolso.

“Encontrei-me com ele várias vezes”, contou um dos hackers aos jornais franceses BFMTV e Mediapart. “Ele era meu agente comercial. Recebi pequenas quantias de até 2.000 euros.”

“Mas percebi, durante a minha audiência […] que ele tinha ficado com boa parte do dinheiro que me era destinado.”

Os valores, no entanto, podem ser muito maiores. Continuando seu texto, a BFMTV afirma que o ex-agente se tornou um especialista em criptomoedas e os valores reais ultrapassam a soma de 1 milhão de euros (R$ 5,3 milhões).

Além de utilizar documentos falsos para abrir contas bancárias, a principal acusação é que o ex-agente usou o dinheiro desviado para montar uma operação de mineração de Bitcoin.

Na data em que trabalhou na DGSI, entre 2009 e 2016, a atividade de mineração era realizada com computadores normais, incluindo processadores e placas de vídeo comuns. Conforme o Bitcoin valia muito pouco nesse período, tendo valorizado ao longo dos anos, isso explica a soma milionária mencionada.

Por fim, outros agentes que trabalharam com ele também foram detidos. No entanto, nenhum deles foi processado nesse caso.

Ex-agente não quer comentar sobre o assunto e diz que caso foi resolvido

Alguns jornais franceses entraram em contato com o ex-agente, mas não tiveram grandes respostas. Agora com 52 anos, ele afirmou “não querer voltar a um processo que foi julgado em definitivo e que, portanto, está arquivado”.

“Além disso, não posso negar nem confirmar as suas informações relativas às minhas funções anteriores devido ao seu carácter confidencial que me proíbe de discuti-las”, continuou o ex-agente da DGSI à BFMTV.

Segundo informações, o ex-agente precisou pagar uma multa de 1.000 euros e teve seu carro da marca BMW apreendido. Não há informações sobre o confisco de seus bitcoins, tampouco os valores exatos que passaram por suas mãos.

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Henrique HK
Henrique HKhttps://github.com/sabotag3x
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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