Ex-presidente da Nissan pagou em criptomoedas por fuga

Carlos Ghosn realizou uma fuga cinematográfica que ainda não foi completamente desvendada pelas autoridades!

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Carlos Ghosn, ex-presidente da Nissan e Renault
Foto: Norsk Elbilforening
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Avançam as investigações sobre a fuga de Carlos Ghosn Bichara, empresário franco-brasileiro e de origem libanesa. Isso porque, os investigadores apontam que o ex-presidente da Nissan, Renault e Mitsubishi, pagou pela fuga uma grande quantia em criptomoedas.

A polícia de fato investiga o caso desde o 2018, quando Carlos foi pego em um esquema de corrupção de grandes proporções na Nissan do Japão. Em 2019, o empresário chegou a ser preso, mas saiu sob fiança e deveria ter cumprido prisão domiciliar. No final daquele ano, entretanto, o empresário sumiu do Japão, e desde então sua fuga está nos holofotes do mundo.

Carlos Ghosn é um dos empresários que obteve grande sucesso nos últimos anos, e teria levado a Nissan e Renault a alcançar importantes marcas. Atualmente, Carlos reside no Líbano, país que possui cidadania e não deverá extraditá-lo para o Japão.

Filho de ex-presidente da Nissan e Renault pagou U$ 500 mil em criptomoedas por fuga, corretora famosa foi usada

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Para chegar do Japão ao Líbano, Carlos Ghosn certamente teve que superar vários obstáculos e confiar em algumas pessoas. Isso porque, com investigações de corrupção no Japão, Carlos era impedido de deixar o país e cumpria prisão domiciliar em 2019.

Com sua fuga cinematográfica, autoridades do mundo todo passaram a investigar o caso que chamou atenção. Recentemente, foi descoberto que Carlos, de 66 anos, contou com a ajuda de dois norte-americanos, pai e filho, para concluir sua fuga.

Os homens encontram-se presos nos EUA, sendo que o Japão pede a extradição destes ao país asiático. As investigações descobriram que ao concluir a ajuda, pai e filho recebem uma vultuosa quantia do filho de Carlos Ghosn.

A quantia de U$ 500 mil, cerca de R$ 2,6 milhões hoje, que o filho do ex-presidente da Nissan pagou, foi em criptomoedas. Somando este valor a outros repasses que foram feitos, a família que “resgatou” Ghosn teria recebido pelo menos U$ 1,36 milhão.

Para realizar a transferência de criptomoedas para os norte-americanos, o filho de Carlos teria utilizado a famosa corretora Coinbase. Nos EUA, a Coinbase é uma das mais famosas corretoras do país, que inclusive se prepara para listar ações na bolsa de valores local.

Família de Carlos Ghosn ainda não era suspeita de ajudar na fuga

De acordo com o Extra, a família do ex-presidente da Nissan, e outras famosas montadoras, não era suspeita de ajudar na fuga. Seus filhos, por exemplo, não chegaram a ser intimados pelo Japão, que mesmo assim investigou se havia alguma relação.

Em imagens encontradas por câmeras de segurança, a filha de Ghosn, Maya, teria se encontrado com seu pai no dia da fuga. Entretanto, no mesmo dia, Maya teria se encontrado com um dos homens acusados de ajudar Carlos na fuga do Japão, ou seja, a família pode sim ter ajudado.

As investigações apontam que o pagamento do ex-presidente da Nissan em criptomoedas pode ter sido feita em parcelas. Isso porque, levantamentos apontam que transferências foram realizadas entre janeiro e maio de 2019 para os dois norte-americanos. Para iniciar a fuga, os homens podem ter recebido malas de dinheiro em espécie no Japão.

O caso ainda não possuí um desfecho e está longe do fim, uma vez que Carlos encontra-se protegido no Líbano. Legalizado no país, Carlos dificilmente será removido do Líbano, que proíbe extradição de seus cidadães.

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Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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