Ex-presidente do BC da Argentina diz que devia ter comprado Bitcoin

Atuou no mandato de Mauricio Macri.

Ex-presidente do Banco Central da Argentina, Guido Sandleris BC Bacen
Ex-presidente do Banco Central da Argentina, Guido Sandleris /Reprodução

O ex-presidente do BC da Argentina Guido Sandleris entrou em uma polêmica em seu Twitter na última quinta-feira (23), e declarou que devia ter comprado Bitcoin quando estava na frente do cargo.

Guido atuou no BC da Argentina por indicação do ex-presidente Mauricio Macri, no período de setembro de 2018 a dezembro de 2019. Durante seu mandato, ele acabou contraindo um empréstimo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), que lhe dá dor de cabeça até hoje.

O Banco Central da Argentina é a autoridade de política monetária daquele país e responsável pela emissão do Peso, moeda que tem como “símbolo” a queda no poder de compra devido à alta inflação vivida pelo país nos últimos anos.

Ex-presidente do BC da Argentina sugere que devia ter comprado Bitcoin ao invés de pegar empréstimo com FMI

O Bitcoin é uma moeda digital que atravessou uma grande valorização no mercado nos últimos anos. Só em 2021, a alta da moeda digital supera os 80%, após uma alta de 300% em relação ao Dólar no ano de 2020.

Ou seja, como reserva de valor para quem pegou essa nos últimos anos, o cenário segue no positivo. Situação totalmente oposta é para quem manteve dinheiro fiduciário como reserva, visto seu enorme poder de compra.

E um dos responsáveis por comandar o BC da Argentina nos últimos anos deu a entender que devia ter comprado Bitcoin com as reservas do país, situação que poderia ter saído melhor para ele.

“Um problema da reportagem é analisar tudo com o jornal de segunda-feira. As decisões também devem ser avaliadas com as informações disponíveis no momento de sua tomada. Com o jornal de segunda-feira, por exemplo, devíamos ter comprado bitcoins com as reservas e pronto.”

Guido Sandleris é investigado na Argentina por crimes contra a administração e tem sido culpado pelo governo do atual presidente Alberto Fernández de ter contraído uma dívida com o FMI em 2018 que deveria bancar a reeleição de Macri, o que não aconteceu.

No conteúdo publicado pelo FMI, segundo o BAE Negócios, o fundo global confessa que emprestou dinheiro para uma Argentina frágil e que isso deveria ter sido melhor estudado. Após o empréstimo concedido pelo FMI, houve uma fuga de capitais do país, caso considerado um importante fracasso da medida de injeção de dinheiro na economia.

Ex-presidente do BC culpou atual governo por insucesso do empréstimo

Em seu mea culpa divulgado pelo Twitter, Guido Sandleris disse que concorda com muitos pontos do relatório publicado pelo FMI nos últimos dias. O Fundo Monetário Internacional disse que esse empréstimo concedido a Argentina serviu de aprendizado do que não fazer, e que no futuro deverão tomar atitudes mais realistas.

Mas para Guido, a causa raiz do problema é o retorno do “kirchnerismo”, que ocorreu em 2019 com Alberto Fernández, que causou uma desconfiança no mercado e consequentemente as reformas esperadas pelo acordo com o FMI.

De qualquer forma, ao considerar que devia ter comprado Bitcoin, ele pode ter sido irônico e deixado claro que, quando tomou a decisão de receber o empréstimo, a situação era diferente da atual, mas chamou a atenção um ex-presidente de um Banco Central considerar essa ação.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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