Facebook quer dominar o mundo com uma moeda global

Rede social escolhe nome curioso para stablecoin que poderá ser associada a “moeda da besta”.

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(Foto: Pixabay)
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O Facebook acaba de nomear o projeto de criptomoedas que está sendo desenvolvido pela empresa. Chamado de GlobalCoin, a stablecoin da gigante rede social promete dominar o mercado financeiro mundial.

O projeto organizado por Mark Zuckerberg prevê a criação de uma criptomoeda que será amplamente utilizada em todo o mundo. Porém, a ideia de uma “moeda global” suscita teorias da conspiração sobre o domínio do mercado financeiro.

GlobalCoin será lançada em 2020 pelo Facebook

Ainda existem poucos dados sobre o projeto da criptomoeda do Facebook. Os usuários poderão contar com uma integração total da stablecoin com outros serviços da empresa, como o WhatsApp e o Instagram, por exemplo. A previsão é de quem a GlobalCoin seja lançada em 2020, e esteja disponível em mais de dez países inicialmente.

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O Facebook confirmou que o projeto será direcionado para uma stablecoin. Isso significa que a altcoin criada pela rede social será atrelada em outro ativo. Palpites apontam tanto para o dólar norte-americano quanto para libras esterlinas sendo como os principais ativos que podem ser atrelados a GlobalCoin.

Facebook busca reconhecimento legal para a stablecoin

A apresentação da GlobalCoin deverá acontecer no primeiro trimestre de 2020. Em busca de apresentar um projeto passível de regulação, o Facebook buscou orientações precisas para criar a stablecoin. Autoridades do Tesouro dos Estados Unidos foram consultadas pela empresa sobre o projeto da criptomoeda da rede social mais famosa do mundo.

Mark Carney também foi um dos especialistas procurados pelo Facebook. Carney é presidente do Banco da Inglaterra e pode oferecer princípios regulatórios voltados para o projeto de Mark Zuckerberg.

Essas informações foram publicadas em um relatório da BBC, que aponta que maiores informações devem ser disponibilizadas pela empresa nos próximos meses. A rede social também estaria em converdas com a Coinbase e com a Gemini sobre a possível aceitação da criptomoeda GlobalCoin.

Uma criptomoeda global e a teoria da conspiração

O Facebook declarou sua entrada no mercado de criptomoedas. A empresa buscará oferecer uma stablecoin, amparada por moedas fiduciárias. De olho em um mercado que ainda não foi consolidado pela Tether (USDT), o Facebook planeja criar a stablecoin que pode ser a mais utilizada por todos os investidores.

A presença do Facebook no mercado de criptomoedas é insossa. A empresa procurar criar uma criptomoeda que seja adotada amplamente em todo o mundo. Essa adoção global mostra que a rede social está empenhada em dominar o mercado, sobretudo de stablecoins.

Uma teoria conspiratória aponta para o controle de massas através de uma moeda única mundial. Essa teoria seria ainda relacionada a marca da besta e é compartilhada na internet como uma forma de domínio mundial.

Embora alguns sites apontem para o bitcoin como sendo a “moeda da besta”, a stablecoin do Facebook poderá herdar este título. Com o nome de GlobalCoin, a criptomoeda da rede social parece querer “dominar o mundo”.

GlobalCoin pode ser apontada como moeda da besta

O oligopólio de Mark Zuckerberg pode virar banco

O domínio do Facebook causa desconforto em alguns usuários. A rede social adotará o nome de GlobalCoin para o projeto, que significa uma moeda global. Estudos indicam que a GlobalCoin poderá vir a ser a sexta maior moeda do mercado em 2030.

O Facebook representa um oligopólio de informações que já demonstrou ser catastrófico para diversos países. Acusações de bombardeamento de notícias falsas e venda de dados pairam sobre a empresa, que engloba outras grandes redes como o Instagram e o WhatsApp.

Esse domínio poderá ser desconfortável para os usuários. Diferentemente dos bancos comuns, o Facebook poderá munir a GlobalCoin de informações contidas nas redes sociais. Isso não somente serve para moldar a stablecoin como também para direcionar o produto para o público alvo. Soa estranho imaginar que uma rede social também poderá vir a ser também um banco.

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Paulo Carvalho
Paulo Carvalho
Jornalista em trânsito, escritor por acidente e apaixonado por criptomoedas. Entusiasta do mercado, ouviu falar em Bitcoin em 2013, mas era que nem caviar, "nunca vi, nem comi, só ouço falar".

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