FBI prende “rei do bitcoin” dos EUA

Empresa dizia fornecer serviço de arbitragem de Bitcoin entre corretoras, mas golpe foi certo.

Bitcoin em mãos de pessoa presa
Bitcoin em mãos de pessoa presa

O FBI anunciou que efetuou a prisão do dono de uma empresa que supostamente trabalhava com a arbitragem de bitcoin, uma espécie de “Atlas Quantum dos EUA”. Essa atividade consiste em buscar comprar moedas em uma corretora e vender em outra, lucrando com a diferença de preço entre as duas.

Como o mercado de bitcoin é global e com a presença de várias corretoras, muitos traders conseguem encontrar essas anomalias de preços e lucrar com operações. Contudo, para conseguir o lucro, é importante que, além de detectar uma diferença de preço, o trader realize a operação rapidamente.

Isso porque, como o preço do bitcoin flutua muito em segundos, é possível registrar prejuízos ao tentar comprar na baixa e vender na alta.

Assim surgiu um mercado interessado em operar com robôs entre corretoras, abrindo espaço para muitos golpes no mundo todo.

FBI anuncia prisão do dono da “Atlas Quantum dos EUA”, a Block Bits Fund

Com 44 anos, Japheth Dillman, dono da empresa Block Bits Fund, foi preso na última quarta-feira (27), após criar um golpe com criptomoedas em São Francisco, importante cidade dos Estados Unidos.

A acusação contra ele é de que entre junho de 2017 e julho de 2018, ele criou um produto chamado autotrader, que supostamente automatizava operações com bitcoin entre corretoras.

Dillman é acusado de ter representado a potenciais investidores que o Block Fits Fund estava desenvolvendo um novo autotrader que completaria automaticamente as negociações de arbitragem de criptomoedas em diferentes exchanges. Dillman disse a potenciais investidores que o Block Fits Fund lucraria explorando as diferenças de preço entre diferentes criptomoedas vendidas em várias exchanges. De acordo com Dillman, os fundos dos investidores seriam usados ​​para desenvolver e operar o autotrader, que ele disse aos investidores que estava funcionando e já retornando lucros.

Com essa captação, ele prometeu que tinha as moedas dos investidores seguras em cold wallets. A promessa era de que os valores estavam em carteiras frias de parceiros, que iriam pagar juros sobre as moedas, uma declaração um tanto quanto surreal.

Entretanto, ele colocou essas moedas em ICOs e outros investimentos arriscados do mercado de criptomoedas, nunca devolvendo aos investidores qualquer valor. Segundo a apuração do FBI e Receita Federal dos EUA, ele captou US$ 508 mil, cerca de R$ 2,4 milhões hoje.

Caso condenado, segundo a justiça dos EUA (DoJ), ele e seu comparsa poderão pagar multa e prisão.

O que foi a “Atlas Quantum” no Brasil?

Operando no Brasil nos últimos anos, a Atlas Quantum foi responsável por convencer investidores do país de que tinha um super robô de rentabilidades. Operando entre várias corretoras e com lucros mensais seguidos, a empresa buscava captar clientes para seu negócio que não prometia vultuosos ganhos, mas sim consistência.

Dessa forma, com um esquema similar ao fraudador Madoff, a Atlas Quantum enganou de famosos a pessoas que estavam conhecendo o bitcoin há pouco tempo com suas supostas operações.

Contudo, após um stop order da CVM, a empresa colapsou e seu dono fugiu, sem informações sobre seu paradeiro até hoje. Diferente do caso da “Atlas Quantum dos EUA”, contudo, Rodrigo Marques, líder da empresa no Brasil, nunca foi investigado pelas autoridades e nem alvo de operações, mesmo com a imensa repercussão do caso que roubou bilhões.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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