Diretora do FMI confessa que “muito dinheiro foi impresso sem medir consequências”

Fala importante na frente de presidentes do FED e BCE.

Kristalina Georgieva, Diretora Administrativa do FMI
Kristalina Georgieva, Diretora Administrativa do FMI

Com os temores da inflação descontrolada em todo o mundo, uma diretora do FMI confessou que “muito dinheiro foi impresso por bancos centrais sem medir as consequências da ação”. O que chama atenção na fala é que ela estava acompanhada da presidente do Banco Central Europeu, um dos que mais imprimiram moeda nos últimos anos.

Christine Lagarde, presidente do BCE foi uma das que movimentaram as máquinas de imprimir dinheiro na zona do euro. Já nos Estados Unidos, Jerome Powell também imprimiu moeda em seu país, que já começa a sentir os efeitos da inflação.

Ou seja, as principais potências da economia trabalharam na emissão de moedas em meio a pandemia, medida que pode ter sido desmedida.

Diretora do FMI diz que “muito dinheiro foi impresso sem medir consequências”

Para muitos o conceito de inflação é medido pelo aumento de preços de serviços e produtos, com índices de governos acompanhando essa medida. Vale lembrar, que John Maynard Keynes foi um dos principais economistas a defender a intervenção do Estado na economia quando necessário, prática recorrente em momentos de instabilidade.

Contudo, a extensão da tal intervenção é que parece ser uma medida incompreendida pelos mandatários de bancos centrais, segundo um novo e polêmico comentário de uma diretora do FMI.

Isso porque, durante os últimos dois anos, “muito dinheiro foi impresso sem medir as consequências“, na opinião de Kristalina Georgieva. Segundo ela, a forma que a resolução dos problemas foi feita por autoridades se assimila a crianças correndo atrás da bola.

“Já estamos atrasados. Estamos agindo como crianças de 8 anos jogando futebol atrás da bola, todos indo atrás da bola e não cobrindo o campo todo”.

A fala aconteceu durante um programa da CNBC, que contou também com a participação do presidente do Fed, Jerome Powell, a presidente do BCE, Christine Lagarde, o ministro das Finanças da Indonésia, Sri Mulyani Indrawati, e o primeiro-ministro de Barbados, Mia Mottley.

Também vale notar que a fala certamente é importante para a discussão sobre o papel da intervenção do Estado na economia, que pode ser desastrosa e desmedida, opinião inclusive de pessoas importantes no mercado financeiro mundial, como uma Diretora do FMI perante presidentes dos maiores bancos centrais.

Criador do Bitcoin, Satoshi Nakamoto já previa problema e apresentou solução

Quando Satoshi Nakamoto apresentou o Bitcoin com um conceito de moeda de código aberto e P2P, ele argumentou que a confiança da população é o que move a moeda emitida por bancos centrais.

Mesmo assim, Satoshi lembrava que essa confiança tem sido constantemente abalada, visto que as moedas perdem seu valor de mercado com frequência, devido a políticas monetárias descabidas. Assim, ele acreditava que a confiança no Bitcoin, um sistema sem servidor central ou partes confiáveis era muito melhor.

“A raiz do problema com a moeda convencional é toda a confiança necessária para fazê-la funcionar. O banco central deve ser confiável para não rebaixar a moeda, mas a história das moedas fiduciárias está cheia de violações dessa confiança.”

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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