Fundador da Forbes elogia bitcoin e critica bancos

Eles [bancos] vão tentar aniquilar o Bitcoin, assim como tentaram com o Uber e o Lyft, como tentaram com as empresas de crédito pessoal...mas no fim, a tecnologia vai prevalecer.

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Essa atual crise financeira e o surto que a Covid-19 causou no mundo abriu os olhos de muitos sobre a fraqueza do sistema financeiro global. A ideia é que, com a economia enfraquecendo cada vez mais, o Bitcoin vai passar a ganhar mais valor como uma forma de proteção contra a crise. Recentemente, Steve Forbes, o fundador de uma das maiores companhias de jornalismo do mundo, afirmou que o Bitcoin ajuda a se proteger do controle do governo.

Além disso, o bilionário também pediu para que mais investimentos e inovações sejam realizados em blockchain e na digitalização financeira.

A importante opinião foi dada durante uma entrevista realizada pelo Centro de Inteligência Natural e Artificial dos EUA (COSM na sigla original), no último fim de semana.

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Durante essa entrevista, Forbes falou sobre as criptomoedas, a digitalização financeira e o futuro das moedas fiduciárias. O empresário possui a mesma visão que muitos outros grandes nomes do setor também possuem, que as atitudes dos bancos centrais atualmente serão prejudiciais para e economia.

O governo não vai mais conseguir brincar com o dinheiro povo

Steve Forbes durante a entrevista para a COSM.

Durante a entrevista, Steve Forbes afirmou que a blockchain e as criptomoedas são um “pedido de socorro tecnológico”, que está aqui para nos proteger da instabilidade financeira controlada pelos governos.

No entanto, uma falha ainda mantém as criptomoedas de se tornarem esse porto seguro que muitos acredita que ela é: A volatilidade.

Esse é um ponto que muita gente já mencionou sobre o Bitcoin e o seu papel em todo o mundo como uma fonte de proteção e reserva de valor, que primeiro precisamos resolver o problema da volatilidade.

No entanto, uma vez que isso seja resolvido, o Bitcoin se tornará a proteção perfeita contra o controle excessivo do governo no setor financeiro.

“O Bitcoin teve a função de curto prazo de levar dinheiro para lugares como Venezuela e Síria, mas ainda não alcançou estabilidade.

Mas eventualmente ele vai alcançar essa estabilidade e quando fizer isso, os governos vão ficar muito bravos.

Isso porque eles não poderão mais brincar com o dinheiro do povo como faziam no passado.”

Em outro ponto da entrevista, Forbes falou sobre como os bancos com certeza vão tentar impedir o Bitcoin assim que ele começar a ganhar mais tração e a estabilidade que “falta” para alcançar seus principais objetivos.

“Eles vão tentar aniquilar o Bitcoin, assim como tentaram com o Uber e o Lyft, como tentaram com as empresas de crédito pessoal…mas no fim, a tecnologia vai prevalecer.”

Dinheiro infinito não é o problema

Quando a inflação atinge níveis históricos, o dinheiro fiduciário começa a não valer nada.
Para Steve, o dinheiro pode ser impresso em grande quantidade sem perder valor.

Para Forbes, a “impressão infinita” de dinheiro não é algo necessariamente ruim e a escassez do Bitcoin não é necessariamente algo bom. Durante a entrevista, Steve falou que os criadores do Bitcoin estavam errados em “acreditar que limitar o Bitcoin o tornaria valioso.”

“O que realmente cria valor é a confiança e o uso do Bitcoin, com pessoas dispostas a usá-lo como moeda de troca entre si”.

Forbes deu como exemplo o franco suíço, que tem uma grande quantidade de moedas disponíveis. Segundo ele, se você observar o tamanho da economia suíça e o suprimento de francos, você vai pensar “meu deus, a economia deles é tão ruim quanto a da Venezuela.”

No entanto, o Franco Suíço foi a moeda que mais manteve valor de compra desde o fim da Primeira Guerra Mundial, por causa de como eles criaram confiança em sua moeda.

“Se o dinheiro é muito raro, ele se torna um bloqueio para o comércio, você segura todo o dinheiro ao invés de usá-lo para compras, trocas e investimentos.”

Apesar de ser uma visão válida, afinal, o Bitcoin precisa circular para ser considerada uma moeda com caso de uso real, o Bitcoin tem o diferencial de ser divisível em muito mais casas decimais do que moedas fiduciárias.

Sendo assim, mesmo com a raridade das moedas, elas não se tornaram inacessíveis por causa da fragmentação diferenciada de cada unidade.

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Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.

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