Gaules: Maior streamer do Brasil conta experiência frustrada com Bitcoin

Nas palavras do streamer, "bitcoin é igual outra moeda qualquer". Gaules disse ter achado que bitcoin era mais anônimo e "safe".

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Gaules falando sobre Bitcoin. Imagem: Twitch
Gaules falando sobre Bitcoin. Imagem: Twitch

Alexandre “Gaules”, famoso streamer na Twitch e jogador profissional de Counter-Strike: Global Offensive (CS:GO) contou recentemente em uma transmissão ao vivo sobre uma experiência frustrante com uma transação em Bitcoin que acabou deixando as moedas presas em uma corretora que estava exigindo processos de KYC para que ele pudesse realizar o saque.

Gaules atualmente é o maior streamer brasileiro por número de horas assistidas (quase 100 milhões), o que também torna o streamer um dos mais famosos no ranking mundial. Além disso, o brasileiro também conseguiu quebrar o recorde de maior número de espectadores simultâneos, com um total de 390 mil.

Em uma live nessa terça (10) para mais de 30 mil pessoas o streamer contou sobre uma situação que ele passou com o Bitcoin, aparentemente sendo a sua primeira transação utilizando a criptomoeda. De acordo com seu relato, a experiência foi frustrante, com direito a bloqueio de bitcoins em uma corretora estrangeira.

“Eu recebi um pagamento de fora em Bitcoins, eu sempre fiquei imaginando ‘fiz transação, vou receber em Bitcoins, ´esquema safe´. Mas aí mano (sic), abri lá a ‘carteira’ de Bitcoins e o dinheiro ficou travado lá.

Recebi o e-mail da corretora dizendo ‘Para liberar seu pagamento vamos precisar de todos os seus dados’”.

Gaules se sentiu frustrado, já que não queria ter que enviar todas as suas informações para a identificação. Segundo ele, se fosse para ser assim ele teria feito com conta em banco comum.

“P*** meu irmão! Se eu quisesse liberar todos os meus dados tinha pedido para o cara enviar para o meu banco.”

“Mesma coisa de ter vindo dinheiro normal”

Depois de enviar toda sua documentação, Gaules conseguiu resgatar os Bitcoins, disse. Dessa forma, nas palavras do streamer, “bitcoin é igual outra moeda qualquer”. Gaules disse ter achado que bitcoin era anônimo e mais “safe”.

“Mandei os negócios [documentação] lá e pá, mesma coisa que se tivesse vindo dinheiro normal. Eu achei que era mais anônimo, não é, mano! Aparentemente as corretoras têm todos os seus dados.”

“Problema poderia ter sido evitado se Gaules tivesse usado carteira própria

Apesar da frustração do streamer, o “problema” poderia ter sido evitado se ele tivesse utilizado uma carteira própria de bitcoin ao invés de uma corretora.

As corretoras de bitcoin são obrigadas por lei a implementar processos de KYC e antilavagem de Dinheiro (AML). Isso vincula a identidade do usuário a um endereço de bitcoin, dando as autoridades a capacidade de rastrear o dono de um endereço digital.

No caso de utilizar uma carteira de bitcoin, o processo de KYC não ocorre, e a identidade do dono de um endereço só é revelada caso o proprietário cometa algum “deslize”, como, por exemplo, enviar para alguma corretora.

Por isso algumas plataformas de Bitcoin em P2P são amplamente utilizadas no mundo, pois não exigem KYC ou qualquer outro tipo de identificação de usuários.

Veja o vídeo abaixo:

Bitcoin é Anônimo?

Sim, se alguém disse que não é, peça-o a identidade de um endereço aleatório e veja por si só. Mas o que torna a identidade rastreável? Bom, como ele mesmo declarou durante a live, ele teve os Bitcoins travados porque a corretora queria as identificações do cliente para liberar o saque. Esse é um procedimento completamente comum em todas as corretoras do Brasil e do mundo.

Nos últimos anos o combate à lavagem de dinheiro (AML) e os procedimentos de conheça seu cliente (KYC) se tornaram obrigatórios em todo o criptomercado. Qualquer corretora que atue no Brasil, EUA, Europa e vários outros locais, vão pedir identificações como fotos do rosto e dos documentos para liberar saques e movimentações acima de um determinado padrão.

Então, como não ser rastreado? Na verdade é bem simples: O que o streamer poderia ter feito era baixar uma carteira de Bitcoin e utilizar o endereço da carteira pessoal para receber as moedas. Dessa forma ele teria controle total sobre a transação das moedas, sem ter o ativo digital “travado” por qualquer motivo.

Se precisasse vender, deveria ser para um comprador P2P que também não quer revelar suas transações para a receita.

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Matheus Henrique
Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.

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