Gestor de fundos brasileiro critica CFA por incluir criptoativos em prova

Prova mais difícil do mercado mundial agora vai falar sobre Bitcoin?

Pedro Cerize, gestor de fundos brasileiro e sócio da Skopos
Pedro Cerize, gestor de fundos brasileiro e sócio da Skopos /Reprodução

Um famoso gestor de fundos brasileiro criticou a instituição responsável pela certificação Chartered Financial Analyst (CFA) por incluir criptoativos na prova. Como uma prova internacional para quem pretende trabalhar no mercado financeiro tradicional, ela é considerada uma das mais difíceis.

Vale lembrar que para trabalhar como analista ou gestor de fundos essa titulação é necessária.

Segundo a CFA Institute, a prova é uma das mais rígidas do setor e menos de 1 a cada 5 inscritos na prova conseguem obter a titulação. Ou seja, para profissionais que conseguem chegar a obtê-la, o diferencial é grande, assim como os possíveis ganhos no mercado.

Vale lembrar que “criptoativos” é o nome que o GaFi e bancos centrais pelo mundo deram para as criptomoedas, visto que eles consideram o Bitcoin um ativo de investimento especulativo e não uma moeda.

Gestor brasileiro de fundos critica a adoção dos criptoativos em prova do CFA

No dia 7 de janeiro de 2021, a CFA Institute Research Foundation publicou uma pesquisa sobre o mercado de criptomoedas, citando a tecnologia blockchain, Bitcoin e demais projetos que estão neste mercado.

Já no dia 12 de janeiro de 2022, a CFA das Filipinas publicou mais sobre o assunto, envolvendo regulações, preços e impostos. Ou seja, globalmente, a instituição tem falado sobre o assunto há alguns meses.

Com essas publicações, o que muitos não esperavam é que a instituição que cuida da CFA passaria a incluir os “criptoativos” em suas provas, que já são consideradas difíceis por seus interessados. Pelo menos é o que disse o gestor de fundos brasileiro Pedro Cerize.

Conhecido no mercado como principal sócio da Skopos Investimentos, ele anunciou que a chegada dos criptoativos na certificação CFA é um sinal que a bolha estourou, deixando claro que não é um fã da tecnologia.

A CFA ainda não emitiu uma declaração de onde os “cryptoassets” foram colocados, mas nas provas há uma opção de investimentos alternativos no Level I, que pode ter sido o local onde os candidatos terão que estudar sobre o assunto.

Bolha também na economia americana e possível fim do Euro

De qualquer forma, o gestor Pedro Cerize é um profissional de olho no comportamento da economia mundial e acredita até que há espaço para o Dólar enfrentar um grande problema em breve. Ou seja, a economia dos Estados Unidos também passa por uma bolha, que pode estourar.

Neste contexto, ele acredita que o Euro dificilmente deverá sobreviver muito tempo, podendo morrer com essa crise. Dessa forma, o gestor contribuiu para o entendimento que a crise está complicada para as grandes potências.

Em conversa com o Livecoins, ele contou o porque acredita que o Euro é insustentável.

“É uma longa história. Mas o problema fundamental é que política monetária única, moeda única e política fiscal independente não vão se sustentar”.

O que faz um profissional com CFA?

Quem pretende se tornar um analista financeiro e de investimentos no mercado deve procurar alcançar a certificação CFA, referência mundial na área.

Com esse certificado o profissional pode trabalhar em vários países, visto que ela é uma prova internacional. Assim, é possível trabalhar em consultorias financeiras, fundos de hedge, empresas de investimentos e pesquisas, no setor de seguros e até em private equity.

A certificação ainda é dividida em três níveis. Além das criptomoedas, a CFA Institute começou a observar também as práticas de ESG, sendo cada vez mais buscadas por investidores no mercado.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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