Goldman Sachs ataca Bitcoin em apresentação: “Não é uma classe de ativos!”

A Goldman Sachs lucra muito com o investimento em ações e com o próprio dólar. Mesmo não querendo criar a narrativa de “eles contra nós”, é bem provável que incentivar os clientes a ficar fora do bitcoin seja uma atitude de proteção do Banco e seus investimentos (e não aos investidores).

Divulgação/Goldman Sachs
Divulgação/Goldman Sachs

Recentemente mostramos aqui no Livecoins  que a Goldman Sachs estava planejando uma chamada de vídeo com os seus investidores para uma apresentação que incluiria o Bitcoin. Na época, especulamos que isso poderia ter um impacto positivo no ecossistema da moeda, no entanto, parece que a instituição financeira não é muito fã da moeda digital.

Inicialmente, o convite para uma conversa entre o banco e os clientes era interessante, afinal, de acordo com as muitas informações, a reunião marcada para hoje, 27, tinha como foco falar sobre a situação financeira global e a inflação mundial, além de falar também sobre o ouro e o Bitcoin.

No entanto, a instituição de investimentos não pintou uma imagem do Bitcoin com bons olhos para os seus muitos clientes e investidores. E ao olhar para os slides e parte do conteúdo da apresentação, parece que as informações eram dedicadas a descreditar o Bitcoin como uma forma de investimento.

Barry Silbert, um importante nome no criptomercado e fundador da Digital Currency Group, postou no Twitter as suas impressões sobre toda a apresentação.

“Acabei de revisar os slides da Goldman apresentados aos clientes em uma reunião na manhã de hoje. Esse subtítulo resume tudo o que a apresentação quis afirmar:

Criptomoedas, incluindo o Bitcoin não são uma classe de ativos.”

Goldman Sachs desincentiva seus clientes a apostar no Bitcoin

Em um dos slides que foram apresentados, é possível ver como a empresa de investimentos pintou o ativo digital de uma forma negativa.

Na apresentação eles afirmam que o Bitcoin e as criptomoedas:

  • Não gera influxo de dinheiro como Bonds;
  • Não gera nenhum lucro através da exposição ao crescimento da economia global;
  • Não providencia benefícios de diversificação consistente por causa da correlação instável;
  • Não diminuem a volatilidade, considerando a volatilidade histórica de 76%;
  • Não demonstram evidencia de serem uma segurança contra a inflação.

Esses são pontos bem negativos de serem levantados sobre as criptomoedas (muitos estão mal interpretados pela investidora), mas todo o assunto parece ir além de falta de conhecimento.

Com o aumento das preocupações em relação há uma crise financeira, muitos estão preocupados com o quanto o dinheiro fiduciário vai valer em um futuro próximo.

Com cada vez mais impressão de dinheiro pelos Bancos Centrais, não é incomum ver pessoas buscando no Bitcoin e nas criptomoedas uma solução para a desvalorização do dinheiro.

A Goldman Sachs lucra muito com o investimento em ações e com o próprio dólar. Mesmo não querendo criar a narrativa de “eles contra nós”, é bem provável que incentivar os clientes a ficar fora do bitcoin seja uma atitude de proteção do Banco e seus investimentos (e não aos investidores).

Curiosamente, ao atacar o BTC, a empresa entrou em um caminhos um pouco contraditórios.

“Minha frase favorita dos slides:

‘Nós acreditamos que um ativo cuja a apreciação é primariamente dependente em alguém querer pagar mais caro do que o que você pagou não é uma forma de investimento boa para nossos clientes’

Então eu acho que as ações estão foram de cogitação?”

Por fim, como colocado por Marcel Pechman, do RadarBTC, a Goldman Sachs está com opiniões não muito acima de dúvidas, para escrever de forma sútil.

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Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.

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