Golpistas de criptomoedas atraem vítimas com malas de dinheiro falso

A mídia local destaca que vítimas possuíam diversas nacionalidades. Em julho de 2019, a quadrilha roubou o equivalente a mais de R$ 8 milhões em um nesses negócios em Milão, na Itália.

Usando identidades e notas falsas, membros de uma quadrilha se passavam por investidores de sucesso para atrair potenciais vítimas. Em um de seus golpes, chegaram a roubar o equivalente a mais de 8 milhões de reais em criptomoedas.

No entanto, autoridades francesas deram início a uma operação de busca e apreensão na última terça-feira (6), prendendo dois suspeitos. Além disso, a polícia também conseguiu confiscar 58.000 euros, dois veículos Porsche, um Bentley e um relógio de luxo avaliado em mais de R$ 270.000.

Ambos foram indiciados na quinta-feira (8) sob acusações de crime organizado, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Embora seus nomes reais não foram divulgados, é notado que os criminosos usassem identidades falsas, apresentando-se como Philippe Pictet, Alexandre Karlstein ou Richard Von Stein.

Notas falsas, criptomoedas de verdade

Passando-se por investidores bem-sucedidos, os golpistas então marcavam encontros com suas futuras vítimas em hotéis ou restaurantes de luxo. Tal reunião de negócios visava a negociação de criptomoedas por dinheiro vivo.

Entretanto, as notas usadas pelos suspeitos eram falsas. Ou seja, as vítimas saiam do negócio com uma mala de euros falsos enquanto a quadrilha embolsava com bitcoins, ethers e USDC de verdade.

A mídia local destaca que vítimas possuíam diversas nacionalidades. Em julho de 2019, a quadrilha roubou o equivalente a mais de R$ 8 milhões em um nesses negócios em Milão, na Itália.

No ano seguinte, o mesmo golpe foi aplicado em outras regiões, incluindo Paris, na França. Sendo assim, mais vítimas registraram perdas equivalentes a outros R$ 2,7 milhões.

“Durante a data, as vítimas transferiram criptomoedas em troca de uma mala de notas falsas ou para carteiras digitais cujos golpistas obtiveram a chave privada ou código de recuperação manipulando o telefone da vítima, para então dispor dos fundos como bem entendessem”, nota o comunicado de imprensa da polícia francesa.

Dois suspeitos já foram detidos

Com uma operação coordenada, a polícia realizou mandados de busca e apreensão nas regiões de Paris, Megève e Cannes na última terça-feira (6), conseguindo deter dois suspeitos das acusações acima.

Além das prisões, a polícia francesa também conseguiu confiscar três carros de luxo, dois da marca Porsche e um da Bentley, bem como um relógio de luxo avaliado em mais de R$ 270.000, 58.000 euros e o equivalente a R$ 1,5 milhão em criptomoedas.

“As investigações técnicas da seção de pesquisas de Bordeaux e o monitoramento da blockchain também permitiram identificar os responsáveis ​​pela lavagem dos recursos”, comentou Frédérique Porterie, procurador responsável pelo caso.

Por fim, é notado que as investigações continuam. Afinal, mais pessoas podem estar envolvidas no esquema. Além disso, também é esperado que novas vítimas se pronunciem.

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Henrique HK
Henrique HKhttps://github.com/sabotag3x
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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