Homem compra NFT roubado e tem conta suspensa na OpenSea

Plataforma bloqueou conta de "ladrão de JPEG" e do receptador inocente.

Ladrão de arte levando quadro
Ladrão de arte levando quadro

Um novo perigo nas plataformas de compra e venda de NFTs foi revelado na última quarta-feira (5), quando um homem comprou uma arte de um ladrão pela OpenSea.

O mercado de criptomoedas preza pela descentralização como uma filosofia importante a ser mantida, mesmo com novas palavras surgindo no setor, como NFTs, DeFi, entre outros mais.

No setor de NFTs, por exemplo, as transações entre pessoas podem acontecer de carteira para carteira, contudo, é comum que plataformas listem as artes digitais e facilitem as negociações no setor.

A OpenSea é uma das principais do mercado, movimentando milhões de dólares por dia em transações assim.

Como essas transações são realizadas carteira para carteira, a plataforma pouco tem a ajudar com relação às negociações suspeitas. Contudo, seus termos de uso podem ser duros com os negociantes inocentes.

Homem compra NFT de ladrão e perde 1,5 ETH

No mundo real, comprar um item fruto de um roubo é considerado receptação, crime que no Brasil tem pena de 1 a 4 anos de prisão, mais multa.

Mas um caso curioso aconteceu na plataforma OpenSea, com o colecionador de NFTs Marco Grassi. Na última terça-feira (4) ele comprou um item da coleção alien frens, que são 10 mil itens únicos de alienígenas que começaram a chamar atenção de alguns fãs.

Após a aquisição, de 1,5 Ethereum, ou R$ 30 mil, ele gastou uma parte considerável de seu patrimônio com o item, que já colocou a venda por 2,9 ETH em poucas horas. O que o colecionador não esperava era que começava aí sua história de horror.

“Lutamos pela descentralização, estamos construindo a web 3, e o que vou dizer agora não deve acontecer com ninguém. Aqui está minha história de terror: ontem eu investi grande parte da minha liquidez (1.5ETH) para comprar um alien frens na OpenSea”.

Pedindo ajuda da comunidade para repercutir seu caso, ele disse que viu o item a venda e apenas o adquiriu. Naquele momento, não havia nenhum aviso da plataforma OpenSea sobre o item ter algum problema, ou seja, era apenas mais uma compra normal de um arquivo JPEG.

“Naquele momento, pouco eu sei que o NFT foi anteriormente roubado e vendido para mim pelo ladrão.”

Mas ao colocar o item a venda por quase o dobro do preço, ele recebeu um alerta da plataforma de que sua conta havia sido suspensa, por ele adquirir um item roubado no mercado. Ao ver isso, ele ficou surpreso ao saber que seu NFT de alienígena havia sido roubado e o ladrão era quem o vendia.

O preço do NFT comprado chegou a valer 2,5 ETH no mercado poucas horas após sua aquisição, mas ele não conseguiu vender, pois, sua conta estava bloqueada.

Dono da coleção de NFTs criticou OpenSea pelo tratamento ao colecionador

Para Marcos, o tratamento dado a ele no suporte também não foi nada satisfatório, com a OpenSea afirmando que apenas é proibido comprar NFT roubado. Mas como não havia nenhuma marcação no item, ele não sabia disso e a plataforma propôs-lhe intermediar a resolução do problema com o dono que teve sua peça roubada.

“É uma loucura eles ferrarem com um pequeno artista como eu desta forma. Então, no final do dia: -O cara que teve seu NFT roubado está ferrado. -Eu também, que paguei 1,5 ETH e perdi um ganho de 1ETH? Eu também estou perdido.”

Ao ver o tratamento ao colecionador, a conta oficial da coleção afirmou que vai enviar a ele 1 ETH, uma espécie de ressarcir o prejuízo que ele levou no mercado. Além disso, a alien frens pediu para ser verificada na OpenSea, visto que US$ 1 mil são perdidos todos os dias por golpes com a imagem dessa coleção no local.

Ainda não está claro o que acontecerá com o problema, mas expõe que a receptação de arquivos JPEG pode ser mais um crime surgindo no mercado, ainda que as regras sobre como isso é tratado não estejam totalmente claras.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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