Itajaí vai dar moeda digital para quem contribuir com meio ambiente

Moeda social será dada a quem controlar pegada de carbono.

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Itajaí Moeda digital de recompensa
Itajaí será a primeira cidade da América Latina com aplicativo de recompensa para mobilidade / Crédito da Foto: Marcos Porto

O município de Itajaí, no estado de Santa Catarina, vai dar uma moeda digital para a população que contribuir com o meio ambiente.

A novidade foi lançada em 22 de setembro, que marca o Dia Mundial sem Carro, uma proposta que pede que as pessoas evitem utilizar automóveis e deem preferência ao transporte público, caminhadas, uso de bicicletas, entre outros modais sustentáveis.

Assim, o município de Itajaí lançou o aplicativo MovItajaí, baseado na plataforma portuguesa AYR. Em nota, a prefeitura municipal informou que essa iniciativa é pioneira na América Latina.

“Itajaí se torna a primeira cidade na América Latina a fazer parte do ecossistema apoiado pelo Pacto Global da ONU dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e pela gigante da tecnologia Google, junto com cidades como Nova York (EUA), Copenhague (Dinamarca) e diversas localidades de Portugal”.

Itajaí vai dar moeda digital social para pessoas que contribuírem com meio ambiente

Ao se mover pelas ruas de Itajaí, a população poderá utilizar o AYR, recebendo recompensas por evitar emissões de gás carbônico na atmosfera.

Esse token é feito com a blockchain e projetado para Smart Cities, tendo seu valor no mercado associado a lei de oferta e demanda, similar ao Bitcoin, mas com uma tecnologia e governança totalmente diferente.

Para isso, ele monitora as pessoas que instalam os aplicativos e recompensam elas com o token. No caso pioneiro do Brasil, a população do município de Santa Catarina receberá AYR-Itajaí a cada 100 gramas de gás carbônico evitada.

“Com o AYR, os usuários são recompensados por evitar emissões de gás carbônico na atmosfera ao escolherem um meio de transporte sustentável.

Ao registrar seu deslocamento dentro do aplicativo MovItajaí, que conta também com informações de pontos de parada e localização dos ônibus em circulação na cidade, o cidadão recebe um AYR-Itajaí a cada 100g de CO2 evitadas, para utilizar na rede local de comerciantes e prestadores de serviços.”

Moeda social poderá ser convertida em Real e terá seu preço variando no mercado

Para a prefeitura de Itajaí, a nova moeda digital tem potencial de valorização e sua cotação será variável. Além disso, ela também poderá ser convertida em Real no futuro, tendo um valor atual de mercado entre R$ 0,10 e R$ 0,15.

Para o engenheiro português responsável pelo projeto, Pedro Gaspar do CEiiA, este projeto tem o potencial de acelerar a descarbonização das cidades.

“Este projeto se alia a todas as iniciativas já implantadas em Itajaí e funciona como um acelerador na descarbonização das cidades. A proposta tem muita ligação com a comunidade local e o envolvimento do cidadão e das empresas parceiras no incentivo de modelos de mobilidade sustentável”.

A empresa CEiiA já trabalhou com iniciativas no Brasil em anos anteriores, como o projeto Eco Elétrico Curitiba, Maréanas Project com o Observatório das Favelas no Rio de Janeiro, com a Usina Hidrelétrica de Itaipu e até com a Embraer.

Durante o governo de Michel Temer, seu Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações que era Gilberto Kassab conheceu alguns dos projetos e destacou as parcerias com a organização portuguesa.

Economista austríaco brasileiro acredita que projetos que recompensas por pegadas de carbono podem oferecer riscos no futuro

É claro que a iniciativa de Itajaí é interessante e busca utilizar uma solução de criptomoeda para ajudar o meio ambiente. Para Fernando Ulrich, economista austríaco brasileiro e escritor de um livro sobre Bitcoin no país, esse é um setor que deve ser acompanhado de perto para evitar abusos.

Isso porque, no início de setembro a Mastercard divulgou que vai lançar aplicações para rastrear as pegadas de carbonos dos usuários dessa bandeira. Essa solução poderá fazer uso até da tecnologia blockchain, disse a empresa.

Contudo, para Ulrich, esse é um cenário perigoso e que coloca a privacidade e outras questões em risco, caso não seja acompanhado de perto o funcionamento de tais sistemas, similar até ao que Itajaí está implementando.

“Já pensou que bacana o seu cartão monitorar a “pegada de carbono” do seu consumo? Já pensou vc ter transações negadas pq atingiu seu “limite pessoal de emissão de carbono”?”

É claro que a realidade ainda não é essa, mas a reflexão do fã do Bitcoin no Brasil foi compartilhada com seus seguidores, chamando atenção para os perigos de se implementar tais sistemas sem controles eficientes de uso.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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