Justiça vai atrás de exchanges internacionais em ação de R$ 65 milhões contra a Atlas Quantum

As oitos corretoras citadas foram Bitmex, Huobi, Bithumb, Okex/Okcoin, Gate.io, Hitbtc, Poloniex e Liquid.

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A Justiça de São Paulo determinou que oito exchanges internacionais promovam o bloqueio de qualquer ativo digital depositado pela Atlas Quantum.

A decisão foi proferida dentro de um processo movido pela Interforex. A empresa, baseada em Honduras, tem cerca de R$ 65 milhões presos na Atlas.

As oitos corretoras citadas foram as seguintes: Bitmex, Huobi, Bithumb, Okex/Okcoin, Gate.io, Hitbtc, Poloniex e Liquid.

Nas últimas 24 horas, de acordo com o Coinmarketcap, as exchanges movimentaram cerca de US$ 5 bilhões (R$ 27,7 bilhões).

O que disse a Justiça?

Conforme a decisão, as corretoras devem prestar informações sobre o endereço público das wallets que tenham recebidos saques de bitcoins.

Além disso, as exchanges precisam, também, informar possíveis contas bancárias que tenham recebido saques em espécie das operações efetuadas pela Atlas.

Ainda de acordo com a decisão, não somente bitcoins da Atlas devem ser bloqueados, mas também outras criptos.

Interforex versus Atlas Quantum

A Interforex é uma corretora de Forex (Foreign Exchange), criptomoedas e soluções OTC com sede em Honduras.

Conforme matéria publicada pelo Livecoins em julho, a empresa disse ter investido na Atlas por causa das supostas “solidez e competência” do negócio.

No total, 1453 bitcoins foram investidos. De acordo com a Interforex, grande parte dos ativos perdidos pertence aos sócios da própria empresa.

Como outros investidores, no entanto, a Interforex não conseguiu mais realizar saques. Por isso, em julho, decidiu entrar com processo contra a empresa de criptomoedas.

A ação corre na 32ª Vara Cível do Foro Central Cível, em São Paulo. Quem analisa a disputa judicial é a juíza Gabriela Fragoso Calasso Costa.

Mais de um ano sem liberar saques

A Atlas Quantum – fundada pelo empresário Rodrigo Marques – não libera saques para investidores desde agosto de 2019.

Foi naquele mês que a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) proibiu a empresa de ofertar publicamente contratos de investimento coletivo.

Por causa dos atrasos, a empresa responde a centenas de processos judiciais em todo o Brasil. Em alguns deles, juízes declararam que a empresa não passa de uma pirâmide financeira.

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Lucas Gabriel Marins
Jornalista desde 2010. Escreve para Livecoins e UOL. Já foi repórter da Gazeta do Povo e da Agência Estadual de Notícias (AEN).
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