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Lastro das Criptomoedas e Bitcoin na Economia

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Lastro das Criptomoedas

Muitos críticos apontam que a falta de lastro das criptomoedas é o maior perigo das mesmas, e que falta transparência nesse sentido.

O que é Lastro?

Lastro, do ponto de vista econômico, é um depósito em ouro que serve de garantia ao papel-moeda.

O maior detalhe do lastro neste sentido, é que mesmo o papel-moeda tendo seu valor equiparado ao ouro, que é a função do lastro, ainda depende da população acreditar que isso é a forma certa de economia.

Porém, o padrão-ouro teve seu fim após a Primeira Guerra Mundial, e com isso a confiança da população teve que ser redirecionada a moedas estatais, com a confiança baseada em bancos centrais.

Com esse modelo novo de confiança em Bancos Centrais dos Governos, foi instituído o modelo de moeda Fiat.

Com o fim do acordo de Bretton Woods, em 1971, o dólar americano passou a ser o lastro mundial da maior parte dos países, ou seja, o lastro atual se baseia na confiança na economia dos Estados Unidos da América (EUA).

Muitos ainda complementam o lastro atual na capacidade de fazer guerra dos EUA, ou seja, um lastro baseado na capacidade de fazer agressão a outro país.

A economia brasileira inclusive, é baseada no lastro com o dólar, ou seja, dependemos da variação cambial desta moeda controlada por um país com amplo histórico de corrupção, que inclusive levou o mundo à crise mundial de 2008.

 

Chegada do Bitcoin como o novo padrão-ouro

O Bitcoin é acusado de ser uma moeda sem lastro, e uma moeda que não possui capacidade de atender a necessidades básicas da população global.

Porém, a mesma possui um lastro muito forte que é a sua criptografia descentralizada, que não possui entidade centralizadora e nem controle de nenhum país ou empresa.

Complementando o lastro do Bitcoin, a sua rede utiliza o Proof-Of-Work como um fortalecimento, também chamado “mineração“, e nesse trabalho é empregado bastante energia e tempo, ou seja, isso dá mais valor para a rede e segurança, e tudo isso de forma descentralizada.

Além disso, funciona em qualquer local que possua acesso à internet, sendo acessível a população global para remessas financeiras entre países diferentes, ou seja, uma moeda global e sem intermediários.

Lembrando que aproximadamente 47% da população mundial possui acesso à internet, e aproximadamente 2 bilhões de pessoas não possuem acesso a bancos. A tendência é que a internet cresça muito mais e chegue a toda a população mundial, estimada em 7.6 bilhões, fazendo com que todos tenham acesso às criptomoedas.

Além da possibilidade de cruzar fronteiras sem legislação que o proíba, é possível realizar transações de pequena escala para micro pagamentos. Muitos dirão que há ressalvas a este ponto levantado, mas é um fato que isso é possível, e a tecnologia está lutando a cada dia por uma melhora neste aspecto.

Se você é um programador que deseja ajudar esse sistema a ficar cada dia mais forte, você pode, pois linguagem dos projetos é open source.

 

Seria o Bitcoin o lastro das criptomoedas, a volta do padrão-ouro?

Assim como muitos economistas defendem a volta do padrão-ouro no mundo, o Bitcoin é o novo ouro, e dessa vez digital.

O dinheiro vêm se tornando digital com o advento da tecnologia já há um bom tempo, sendo que o Bitcoin não trouxe nenhuma novidade neste sentido, analisando somente este aspecto.

Porém, trouxe a descentralização das transações como uma grande inovação, e além disso, poder para a população mundial sobre suas próprias reservas monetárias.

A economia mundial sempre impactou as condutas das populações, cultura, atitudes, e a economia descentralizada pode influenciar até na corrupção, visto que retira o poder da mão de poucos.

A capacidade dos governantes de tomar decisões já não é mais sustentável no mundo da tecnologia, eles são corruptos e menos inteligentes que a própria população, ou seja, descentralizar é necessário e urgente para a história do desenvolvimento humano.

Além de tudo isso, o Bitcoin ultrapassa fronteiras sem parar todos os dias, sendo o seu limite a própria internet.

A globalização alcançou um novo nível, e coloca a população a refletir se as fronteiras desenhadas no mapa são realmente necessárias e funcionais.

O ouro, como um mineral, tem inúmeras funções na indústria e pode ser enfim utilizado para outros propósitos além de ficar empoeirando em estoques ultra secretos, “garantindo” o poder de um governo.

A sua utilização para o mundo como um metal pode ser fundamental, e justificar a sua presença na Tabela Periódica como um elemento da natureza que podemos utilizar e gerar riqueza para próximas gerações.

Estima-se inclusive, que o dinheiro em circulação hoje no mundo se fosse para ser convertido em ouro, não atingiria a capacidade de conversão.

Com o sistema de criação de dinheiro sobre juros praticados pelos bancos no mundo todo atualmente, a cada dia que passa mais dinheiro é impresso e jogado para a população, criando uma enorme inflação e desigualdade social no mundo todo.

Dizendo tudo isso é que chegamos ao ponto que o lastro das criptomoedas é a sua tecnologia, altamente segura, e também a confiança na mesma, de forma que uma crítica a esse sistema por qualquer pessoa que confie em Bancos Centrais é altamente contraditória.

O mundo muda a cada dia que passa, e mudamos então uma tradição antiga sobre o conceito de moeda com a criação do Bitcoin, esta é a nova moeda global e será o também o ouro, portanto, o novo lastro mundial em questão de poucos anos, e detalhe, de forma descentralizada.

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Gustavo Bertolucci
Entusiasta de criptomoedas, formado em Análise de Dados e BI. Busquei conhecimento em Análise Técnica e Mercado Financeiro, quando me deparei com o Bitcoin e daí em diante venho escrevendo sobre a criptoeconomia e Blockchain.

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