A Liquid Federation anunciou nesta terça-feira (20) a fase final de recuperação da Liquid Network após mais de um mês de operação sem 600 bitcoins nas reservas da sidechain. O comunicado oficial confirma a liberação de trocas semiautomatizadas para os usuários e prepara a retomada do lastro integral dos bitcoins na plataforma.
Técnicos da organização trabalharam durante as últimas semanas em conjunto com a empresa Blockstream e especialistas independentes de segurança digital. Esse esforço coletivo reformulou a contabilidade do sistema e validou novas travas de proteção para o retorno completo das atividades.
“Com os principais marcos técnicos concluídos e as operações da rede estáveis, a funcionalidade de troca para usuários está agora restaurada com operações semiautomatizadas para os membros da Federação. A paridade normal e a validação de saldo serão restabelecidas em breve.” — Liquid Federation.
Conversões em bitcoin voltam a funcionar sem limites de volume no protocolo
Nesta etapa de transição, o protocolo reativou as conversões entre o token LBTC e o bitcoin em parceria com provedores participantes do ecossistema. A medida funciona sem limites de volume impostos pela rede e devolve uma rota prática de liquidez para a maioria dos investidores.
Mesmo com o retorno das permutas através de intermediários, os saques diretos na estrutura da federação permanecem sob restrição temporária.
Várias medidas de proteção independentes seguem ativas no código para impedir retiradas não autorizadas durante os ajustes finais.
Conforme os gestores, essa abordagem em etapas permite reabrir funções vitais da plataforma sem comprometer os controles de segurança criados após a falha. Os integrantes do consórcio também agradeceram o apoio da comunidade do bitcoin durante todo o trabalho de blindagem da arquitetura.
Plano final prevê retorno do lastro integral e auditoria pública
Para a fase conclusiva do cronograma, os desenvolvedores preparam o restabelecimento do lastro na proporção de um para um em bitcoin.
Logo após essa recomposição patrimonial, o sistema liberará a reativação controlada dos resgates diretos para os detentores autorizados de chaves PAK.
Assim que todas as exigências operacionais terminarem, o público voltará a acompanhar o monitoramento transparente das reservas por meio de exploradores de blocos. De acordo com a administração do projeto, a reforma priorizou o fortalecimento da resiliência de longo prazo em vez de uma reabertura apressada.
“A fase final de restauração envolve o restabelecimento do lastro integral de um para um em bitcoin na rede, seguido pela reativação controlada dos saques da Federação para detentores autorizados de chaves PAK. O grupo da Federação, a Blockstream e especialistas independentes de segurança fizeram um progresso substancial em direção a esse objetivo, com a infraestrutura técnica e as salvaguardas necessárias já em vigor.” — Liquid Federation.
O ataque ocorrido em 6 de setembro levou 4 mil bitcoins da Liquid, contudo, o hacker devolveu a maior parte e ficou com 600 BTCs para ele como uma recompensa que ele mesmo definiu como certa. Desde então, a federação acusa o hacker de não agir com ética e pede a devolução integral dos fundos, o que ainda não ocorreu.