A equipe da Liquid Network publicou nesta terça-feira (29) uma atualização sobre uma auditoria de segurança e atualização da lista PAK, responsável pelo processo de peg-out, que permite retirar Bitcoin da Liquid e devolvê-los à rede Bitcoin.
Nos comentários, no entanto, a comunidade cobra uma posição dos desenvolvedores sobre os 602 bitcoins faltantes no lastro do Liquid Bitcoin (L-BTC).
O projeto sofreu um ataque hacker no dia 6 de setembro, perdendo cerca de 4 mil bitcoins. Mais tarde, o hacker acabou devolvendo grande parte desse montante, mas acabou ficando com 600 bitcoins em sua carteira.
A soma poderia ser interpretada como uma recompensa da Blockstream, responsável pelo desenvolvimento da Liquid, pela devolução da maior parte dos fundos. No entanto, as duas partes disputam essa quantia.
Liquid publica nova atualização sobre o estado da rede
Embora a Liquid tenha voltado a operar, permitindo transações de outros ativos que não sejam L-BTC, o processo de peg-out dessas moedas continua travado após três semanas.
Nas redes sociais, a equipe do projeto publicou uma atualização sobre o andamento das verificações de segurança.
“Uma auditoria externa e independente de segurança do Elements v23.3.4 já está em andamento, fornecendo uma camada adicional de validação enquanto trabalhamos para restaurar com segurança as operações de peg-out. Paralelamente, a Liquid Federation está coordenando uma atualização da lista PAK, incluindo a substituição das entradas existentes e garantindo que todas as chaves de peg-out estejam devidamente protegidas em armazenamento a frio. Esses esforços são passos importantes para retomar as operações de peg-out com segurança. Esperamos compartilhar em breve novas atualizações sobre o processo de retomada.”

Usuários da Liquid cobram posição dos desenvolvedores sobre os 600 bitcoins que faltam no protocolo
No momento desta redação, o próprio site da Liquid mostra que o projeto mantém 4.234 L-BTC em circulação contra somente 3.632 bitcoins em suas carteiras. Ou seja, mais de três semanas após o ataque, ainda faltam mais de 600 bitcoins que dão lastro ao L-BTC.

Nos comentários do tuíte acima, diversos seguidores questionaram o posicionamento dos desenvolvedores em relação a isso.
“Já se passaram mais de 3 semanas desde o hack e ainda não houve nenhum anúncio dizendo que “os fundos estão seguros”. Vocês insistem em recuperar 600 BTC do hacker, mas não têm controle sobre eles. Qual é o plano B ou C de vocês? Meu dinheiro está seguro? Por favor, respondam em linguagem simples”, escreveu um usuário.
“OK, isso é ótimo. Agora, alguma atualização sobre a paridade entre L-BTC e BTC?”, questionou um segundo.
Até então, a Blockstream pressiona o hacker para devolver os fundos restantes. No entanto, devido à falta de cooperação, é possível que a empresa precise buscar essas moedas por outros meios.