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Livecoins Research: quais altcoins valeram mais de U$ 1 mil e qual seu valor atual?

Cenário das altcoins pode ser bom novamente?

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Livecoins Research: Quais altcoins valeram mais de U$ 1 mil? Qual seu valor hoje?
Livecoins Research: Quais altcoins valeram mais de U$ 1 mil? Qual seu valor hoje?

O Bitcoin foi a primeira moeda digital descentralizada a funcionar no mundo, após vários testes. Certamente, com esse marco sendo alcançado, outros idealistas tentaram a sorte de criar suas próprias criptomoedas, conhecidas como altcoins. Algumas altcoins já tiveram valor de mais de U$ 1 mil por unidade, mas seu cenário atual é totalmente diferente.

Em setembro de 2019, o Bitcoin ainda mantém uma dominância superior a 60% no indicador market cap, indicando que tais projetos concorrentes não possuem tanta atenção. Cabe o destaque que a marca de U$ 1 mil foi ultrapassada pelo Bitcoin pela primeira vez em dezembro de 2013. Entretanto, demorou cerca de 4 anos até que uma altcoin alçasse voos nesse patamar de preços. Todas as criptomoedas, menos o Bitcoin, são consideradas altcoins.

Quais altcoins tiveram valor de mais que U$ 1 mil na história das criptomoedas?

De fato esse patamar de preços ainda não teve muitas visitas por criptomoedas alternativas. De acordo com dados históricos das trinta principais criptomoedas no quesito market cap atualmente, apenas cinco (5) ultrapassaram essa marca.

Um dos objetivos deste estudo é: mostrar os investimentos passados em altcoins em relação às cotações atuais. Outro objetivo seria mostrar a relação do Bitcoin comparado com altcoins, no quesito preço. Com isso, novos traders e entusiastas podem conhecer mais sobre este mercado e as características dos preços das criptomoedas.

Como metodologia do presente estudo, consideramos apenas dados de fechamento diários de cada moeda. As cotações acompanham o fechamento diário de 00:00 horas (UTC), que normalmente representa às 21 horas de Brasília.

Além disso, a base de dados com preços históricos analisada encontra-se disponível no website CoinMarketCap. Foram analisados a alta histórica (ATH = all time high) e também a mínima histórica após a ATH (ATL = all time low) das criptomoedas.

Buscou-se também apresentar os dados da porcentagem de tempo, considerando todo o histórico de trades, que cada moeda passou acima de U$ 1.000 por unidade. Esperamos que com isso, você nosso caro leitor, possa conhecer mais sobre o passado e presente das criptomoedas.

Altseason (Temporada das altcoins) demorou pouco tempo em mais que U$ 1 mil de valor!

A Ethereum (ETH), que atualmente é a segunda maior criptomoeda do mercado, já ultrapassou a marca. A maior cotação da Ethereum em Dólar foi de U$ 1.396,42, considerando o fechamento diário das transações. O recorde de preços da Ethereum aconteceu na data 13 de janeiro de 2018. Cabe o destaque que a temporada de alta da Ethereum acima de U$ 1 mil foi muito curta. O início da aventura começou em 06/01/2018, na cotação U$ 1.041,68 e terminou menos de um mês depois, em 01/02/2018, com a cotação U$ 1.036,39. Esse pequeno período acima de U$ 1 mil representa apenas 1,73% de todos os trades já registrados com Ethereum.

Atualmente, a Ethereum é cotada em U$ 211 por unidade, ou seja, um recuo de 85% desde sua alta histórica. Após a alta histórica, o Ethereum chegou a ser cotado a U$ 84,31, sendo este sua mínima histórica após a ATH.

Pouco conhecida, Maker foi uma das que ultrapassou este nível!

A criptomoeda Maker (MKR) foi uma das que mais passou tempo acima da marca de U$ 1 mil por unidade. Foram 11,53% de todos os trades acima da marca, sendo cotada acima de U$ 1.000 pela última vez em 10/05/2018.

Considerando a cotação atual de U$ 530, são cerca de 68% desvalorizados desde a ATH registrada em U$ 1.690,19. Após a maior cotação, a MKR chegou a ser cotada em U$ 307,83 por unidade.

Duas criptomoedas privadas do TOP 30 também entram nessa lista

A Dash (DASH) foi uma das criptomoedas privadas a passar 30 dias cotada acima de U$ 1 mil por unidade. A criptomoeda ultrapassou a marca em 16 de dezembro de 2017 e permanecer ali até 14 de janeiro de 2018. O período compõe apenas 1,46% da histórico de trades da Dash em exchanges de criptomoedas. Além disso, a alta histórica foi alcançada em 20/12/2017, cotada em U$ 1.550,85. Após isso, a criptomoeda caiu bastante, cotada na mínima de U$ 59,69 em 14/12/2018. Desde a alta histórica até atualmente, a Dash perdeu 93% de valor, sendo cotada a U$ 93 por unidade.

Outra privada da lista é a Zcash (ZEC), que foi a pior de todas neste quesito. A ZEC valeu mais que U$ 1.000 apenas por três dias, sendo 29 e 31/10/2016 e 01/11/2016. Esse pequeno período representa apenas 0,28% de todos os trades já realizados com essa criptomoeda. A ATH da ZEC é U$ 2.044,47, sendo após isso U$ 27,16 sua ATL pos-ATH. Considerando essa alta histórica, a Zcash já perdeu 97% do seu valor, considerando a cotação atual de U$ 46.

Campeã de valorização das altcoins é?

A campeã das altcoins, pelo menos em quantidade de dias acima de U$ 1 mil e cotação máxima, é o Bitcoin Cash (BCH). A altcoin passou 170 dias sendo operada acima da marca. Além disso, não se restringiu a subir acima de U$ 1 mil, visto que sua valorização máxima foi de U$ 3.923,07. A ATH do Bitcoin Cash foi alcançada na data 20/12/2017 e terminou em 09/06/2018, com a cotação de U$ 1.092,13. A menor cotação do Bitcoin Cash após sua ATH é de U$ 77,37, atingida em 15 de dezembro de 2018.

De fato, há certa polêmica na comunidade de criptomoedas quanto a escalada de preços do BCH. Muito seria reflexo de uma confusão generalizada desta moeda com o Bitcoin (BTC), no auge de 2017. Iniciantes do criptomercado não entenderam que o BCH era um hard fork do BTC e acabaram comprando essa moeda. Além disso, Roger Ver, o idealizador do BCH fez marketing afirmando que esse era o verdadeiro Bitcoin. Mesmo assim, méritos para a moeda por ser a altcoin que mais se valorizou e mais tempo passou acima de U$ 1 mil. Entretanto, a cotação do Bitcoin Cash hoje é de U$ 307, ou seja, um recuo de 92% da ATH.

Bitcoin passou muito tempo acima de U$ 1 mil, principalmente após 2017

O ano de 2017 é considerado por muitos entusiastas como a maior “corrida de touros” do Bitcoin. Naquele ano, o BTC chegou na sua maior cotação já registrada, que é de U$ 19.497,40. Após isso, o Bitcoin se desvalorizou até U$ 3.236,76, sendo essa a ATL pos-ATH.

Com a recuperação do Bitcoin em 2019, a moeda segue cotada a U$ 10.027 no dia 22/09/2019. De fato, o BTC ainda perde 47% em relação à sua ATH.

A primeira vez que o Bitcoin ultrapassou a marca de U$ 1.000 foi em 2013, passando oito dias acima desta. O período foi entre o fim de novembro e início de dezembro daquele ano. Após isso, o Bitcoin só voltou a ultrapassar a marca em janeiro de 2017, ou seja, cerca de 4 anos passados do primeiro episódio. Entretanto, após a data 27/03/2019 o Bitcoin nunca mais foi cotado abaixo de U$ 1 mil por unidade. Com isso, já são 907 dias corridos em que o BTC ultrapassou esse patamar definitivamente.

Considerando todo o histórico de trades no CoinMarketCap, o Bitcoin passou 41,27% de toda a sua história cotado acima de U$ 1 mil por unidade. Isso certamente mostra que essa criptomoeda tem sido uma das que mais se valorizaram nos últimos anos.

Conclusão das altcoins que tiveram maior valor em relação ao Bitcoin?

Considerando que o Bitcoin ao ultrapassar a marca definida por este estudo, principalmente após março de 2017, nunca mais recuou. Além disso, considerando que após mais de dois anos o BTC mostra que possui uma grande procura por traders, visto que a dominância do Bitcoin chegou a operar acima de 70% por alguns dias em setembro de 2019. A conclusão seria de que independente do valor das altcoins, a criptomoeda que mais possui procura, no longo prazo, é o Bitcoin.

O que mais chama atenção é para os curtos prazos de valorização das altcoins. Cabe o destaque que a campeã das altcoins durou menos de seis meses acima da marca observada. O Bitcoin já se encontra há mais de dois anos acima dos U$ 1.000, mostrando que há pessoas dispostas a pagar mais pela moeda.

Finalmente, para traders que acreditam que uma nova corrida das altcoins possa acontecer em breve, os dados mostram que esse cenário pode ser apenas passageiro. No quesito preço em alta, o Bitcoin é ainda a criptomoeda que mostra mais força de longo prazo. Para uma nova altseason, os traders deverão ficar atentos para o possível prazo apertado de operações. É muito difícil prever que o valor das altcoins ultrapasse mais que mil dólares novamente, até lá, acompanhe o Livecoins Research para mais estudos como esse.

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Gustavo Bertolucci
Entusiasta de criptomoedas, formado em Análise de Dados e BI. Busquei conhecimento em Análise Técnica e Mercado Financeiro, quando me deparei com o Bitcoin e daí em diante venho escrevendo sobre a criptoeconomia e Blockchain.

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