Louis Vuitton registra marca no Brasil que cita blockchain

Marca de luxo terá seu registro sob vigência até 2029, seguindo Protocolo de Madri.

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Louis Vuitton loja em Milan, Itália
Louis Vuitton loja em Milan, Itália

A marca de luxo Louis Vuitton conseguiu junto ao INPI no Brasil o registro de sua marca que tem até a tecnologia blockchain dentre as especificações.

No mundo todo, a Louis Vuitton tem um problema grande com a reprodução de seus produtos sem a autorização da empresa. Criada em 1896 por George Vuitton, a empresa enfrenta desde os primórdios as réplicas que tentam se aproveitar do sucesso da marca.

No caso da sua marca registrada no Brasil, publicada pelo INPI nesta terça-feira (20), a Louis Vuitton pediu que sua marca francesa fosse reaproveitada no país, seguindo o Protocolo de Madri.

Louis Vuitton consegue registro de marca no Brasil, com tecnologia blockchain em especificações

A empresa Louis Vuitton tem um compromisso grande com a sua tradição no mercado de luxo, tendo uma área dedicada a lidar com o uso correto de sua marca em produtos pelo mundo.

Assim, em 2019, a empresa fez o depósito no INPI no Brasil, pedindo seu registro de marca no país. O processo chegou até a autarquia federal brasileira poucos meses após o Brasil aderir ao Protocolo de Madri, que permite o registro internacional de empresas em mais de 120 países.

No início de 2020, o pedido foi recebido pelo INPI, onde tramitou com prioridade, até ser finalmente concedido. O registro de designação foi publicado pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial nesta terça.

Louis Vuitton consegue registro de marca, com uso até da tecnologia blockchain, no Brasil
Louis Vuitton consegue registro de marca, com uso até da tecnologia blockchain, no Brasil/INPI

Vale o destaque que o CEO da LVMH, Bernard Arnault, é o segundo homem mais rico do mundo atualmente, segundo a Forbes.

Histórias da Louis Vitton relacionadas ao mercado de criptomoedas

Em 2018, a marca subsidiária da LVMH (Moët Hennessy Louis Vuitton SE), a relojoaria Hublot, lançou um relógio de luxo inspirado no Bitcoin. O produto só teve 210 unidades criadas, uma referência ao suprimento máximo de 21 milhões de bitcoins.

Hublot Big Bang Meca 2
Hublot Big Bang Meca-10 P2P/Divulgação

A própria Hublot, em 2020, iniciou um processo de autenticar seus relógios na blockchain AURA, prevenindo assim que itens falsos utilizem a imagem da marca. Essa rede foi construída pela Microsoft e Consensys, com objetivo de ajudar consumidores a rastrear seus pedidos e garantindo sua autenticidade.

Não está claro se esta é a blockchain que a Louis Vuitton pediu registro no Brasil, conforme publicação na RPI 2637 nesta terça.

Outra “participação” da Louis Vuitton no mercado de criptomoedas, dessa vez indireta, é a criação da criptomoeda VeChain (VET), por Sunny LU, que era o CIO da empresa na China. Essa criptomoeda também permite que o rastreio de itens seja feita por empresas, que pode ter sido motivada pela participação de Sunny em uma empresa que tanto sofre com falsificação.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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