A Metaplanet, empresa pública com a segunda maior exposição ao Bitcoin do mercado, revelou nesta segunda-feira (5) que estará aplicando uma nova estratégia de negócios, destinando entre 10% e 15% para investimentos estratégicos.
A companhia japonesa passou por uma forte expansão em seu caixa em 2025, saindo de cerca de 1.762 para 35.102 bitcoins. O otimismo era tão grande que a própria Metaplanet colocou um alvo de 100 mil bitcoins acumulados em 2026 e 210 mil em 2027.
As compras, no entanto, desaceleraram devido à queda do mercado no primeiro semestre do ano, que também atingiu outras empresas. No momento desta redação, a Metaplanet mantém 44 mil bitcoins em caixa.

Empresa revela que vendeu Bitcoin na baixa e recomprou na alta
A Metaplanet publicou quatro documentos nesta segunda-feira (5) em relação às suas operações. Em um deles, a japonesa afirma ter vendido 10 mil bitcoins no terceiro trimestre deste ano e, após isso, uma recompra de 11 mil bitcoins.
“Durante o trimestre, o Grupo também realizou uma venda e recompra de Bitcoin para demonstrar a sua capacidade de converter suas reservas de Bitcoin em dinheiro. A transação teve como objetivo aumentar a confiança na capacidade de crédito da Companhia e ampliar seu acesso a futuros financiamentos, incluindo títulos de dívida e ações preferenciais, com o objetivo final de aumentar as reservas de Bitcoin do Grupo.”
Com a operação, a Metaplanet atingiu a marca de 44 mil bitcoins em caixa, passando a ser a empresa pública com a segunda maior exposição à criptomoeda do mercado após ultrapassar a Twenty One Capital.

Apesar disso, a transação custou milhões à empresa. Isso porque ela vendeu esses bitcoins por um preço médio de 12.470.098 ienes (US$ 78.900) por unidade, mas os recomprou por um preço médio de 13.626.928 ienes (US$ 86.219).
Metaplanet muda o foco para continuar crescimento
Em um segundo documento, a empresa revela que também está mudando o seu foco, baixando sua exposição ao Bitcoin para 85% a 90% do capital da empresa. Os outros 10% a 15% serão usados para realizar investimentos estratégicos.
Isso inclui fusões e aquisições, ativos de investimentos que gerem renda estável (incluindo títulos ligados ao Bitcoin) e capital de investimento do negócio de gestão de ativos que a empresa pretende desenvolver.
“Geração de fluxo de caixa → aumento da capacidade de financiamento e da qualidade de crédito → novas aquisições de Bitcoin e crescimento da quantidade de BTC por ação.”

Com isso, a empresa pretende maximizar o valor da empresa, maximizar o BTC Yield, aumentar o mNAV e melhorar a qualidade de crédito por meio da geração de fluxo de caixa.
As ações da empresa são negociadas em leve alta de 2% após o anúncio das mudanças.
Em 2026, os papéis operam em queda de 25,8% contra o dólar americano, tendo um desempenho abaixo de outras concorrentes, como a Strategy, cujas ações caem somente 5,5% no mesmo período, e o próprio Bitcoin, em queda de 2,1% no ano.