Mineração de Bitcoin é desperdício de energia, diz fabricante de baterias apoiada pelo banco Goldman Sachs

Vale citar que Wigardt coloca um link para explicar seu pensamento. Entretanto, a matéria se refere ao Facebook, que recebeu o equivalente a R$ 81 milhões do governo sueco e gerou poucos empregos. Empresa que, obviamente, não tem relação com criptomoedas ou mineração.

Moeda de Bitcoin com vegetação
Moeda de Bitcoin com vegetação.

Especialmente após a saída de mineradores da China, a mineração de Bitcoin tem tornado-se mais limpa, afinal a principal fonte de energia de tal país era a queima de carvão. Contudo, alguns players da indústria não estão gostando disso, como a Northvolt, empresa de baterias que possui investimento do Goldman Sachs, um dos maiores bancos dos EUA.

A justificativa de Jesper Wigardt, vice-presidente de relações-públicas da Northvolt é que a mineração de Bitcoin é um desperdício e que tal energia deveria ser utilizada para outros fins.

Além da mineração de criptomoedas, Wigardt também aproveitou para criticar outra indústria, a de data centers, que estão chegando em peso na Suécia.

Opinião enviesada sobre mineração

Primeiramente é importante destacar que a opinião de Jesper Wigardt é totalmente enviesada. Afinal, neste próprio texto ele exprime seu desprezo pelo Bitcoin e sua tecnologia.

“Devemos continuar a adicionar eletricidade verde ao sistema. Isso é um dado, mas leva tempo. Portanto, também devemos agir de forma mais estratégica com a energia elétrica que já temos. E é aí que os data centers e bitcoins entram em cena.

Porque mesmo que eu não queira dar valor a essas atividades como tal, uma coisa é certa: elas extraem grandes quantidades de energia elétrica do sistema e contribuem muito pouco para a sociedade — seja em empregos, investimentos ou efeitos nos ecossistemas”, afirmou Jesper Wigardt, VP de RP da Northvolt

Vale citar que Wigardt coloca um link para explicar seu pensamento. Entretanto, a matéria se refere ao Facebook, que recebeu o equivalente a R$ 81 milhões do governo sueco e gerou poucos empregos. Empresa que, obviamente, não tem relação com criptomoedas ou mineração.

Fazendo uma comparação com outros setores, como o seu próprio — baterias para carros elétricos —, o porta-voz da Northvolt novamente ataca o Bitcoin. Desrespeitando a indústria ainda mais.

“Data centers, com todo respeito, e minas de bitcoin, com um pouco menos de respeito, nunca terão os mesmos efeitos positivos na sociedade.”

Portanto, mesmo com os setores de mineração e data centers incentivando que empresas de energia cresçam, afinal estão oferecendo demanda, Wigardt pensa que elas não são dignas.

Países estão batendo nos mineradores de Bitcoin

Já em outros países, governos estão querendo espantar os mineradores de Bitcoin. Seja os existentes ou aqueles que pretendiam empreender em tais locais.

Como exemplo podemos citar nosso país vizinho, a Argentina. No último sábado (5), o Livecoins reportou que a Argentina quadruplicou o preço da energia para mineradores de Bitcoin.

Já o Cazaquistão, um dos maiores produtores de Bitcoin do mundo, está prestes a adotar uma medida semelhante. A medida anunciada nesta terça-feira (7) pretende aumentar o custo da energia para mineradores em cinco vezes.

Em outras palavras, estão expulsando quem está ganhando dinheiro e movimentando a economia de seus países, assim como fez a China, porém mais sutilmente.

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Henrique Kalashnikov
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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