“Não queremos que as moedas digitais sejam disruptivas para os bancos”, diz Campos Neto

Com isso, as CBDCs parecem ser muito mais animadoras para os que já estão no poder do setor financeiro e não quem está no final da corrente.

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Prédio do Banco Central do Brasil
Fachada do Banco Central do Brasil, Brasília. Foto: Leonardo Sá/Agência Senado

Com países ao redor do mundo considerando o estudo e desenvolvimento de moedas digitais de bancos centrais (CBDCs) como uma forma de revitalizar e atualizar o sistema financeiro, claro, o Brasil não está ficando para trás nesse quesito. No entanto, o Banco Central quer que o desenvolvimento de uma moeda digital não seja prejudicial para as instituições financeiras tradicionais.

Segundo informações do R7, Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central do Brasil, afirmou na última quinta-feira(7), que a autarquia está avançando no desenvolvimento de uma CBDC (Moeda Digital de Banco Central). No entanto, uma das principais preocupações do processo é evitar que as moedas digitais se tornem disruptivas para as instituições tradicionais.

“Temos avançado, temos muitas coisas a resolver para assegurar que a moeda digital não seja disruptiva para os balanços dos bancos”, afirmou Campos neto em conferência virtual promovida pelo Banco de Compensações Internacionais, BIS.

Open bank

O plano do Banco Central vai muito além do desenvolvimento de uma moeda digital e sim toda uma renovação financeira que está sendo chamada de “Open finance”, com um sistema que tem o objetivo de ser “muito inclusivo” com diferentes produtos em sua plataforma, até mesmo com planos de saúde.

Esse sistema de open finance, que pode ser traduzido de sistema financeiro aberto, pretende abrir o espaço para a possibilidade de clientes de produtos e serviços compartilharem informações entre diferentes instituições autorizadas pelo Banco Central.

De acordo com as informações, clientes dessa instituições autorizadas “também vão poder movimentar suas contas bancárias a partir de diferentes plataformas, e não apenas pelo aplicativo ou site do banco.”

Apesar de não estar claro o que essa troca de informações pode significar, fica bem claro que o Banco Central quer acompanhar não só o criptomercado e o seu desenvolvimento, mas também o setor de Fintech que vem dominando a vida cotidiana do consumidor final.

Mas, como é de se imaginar, a ideia é, no fim das contas, preservar e continuar mantendo o controle do Banco Central e dos Bancos no setor financeiro, como já acontece.

Enquanto esse é um ponto válido partindo do principio estatal, vai totalmente contra o que os entusiastas das criptomoedas acreditam.

Uma moeda digital comandada pelo estado tem exatamente os mesmos defeitos da moeda fiduciária de hoje, só não é impressa.

Com isso, as CBDCs parecem ser muito mais animadoras para os que já estão no poder do setor financeiro e não quem está no final da corrente.

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Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.
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